2004-06-03

Subject: Elevadas taxas metabólicas dão a ratos uma vida longa

News of the Wild

 

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Elevadas taxas metabólicas dão a ratos uma vida longa 

 

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Ratos com uma taxa metabólica extremamente elevada vivem mais tempo do que os seus primos mais pachorrentos, revelaram investigadores ingleses, apresentando a possibilidade de prolongar a vida humana através de drogas que acelerem o metabolismo. 

A taxa metabólica representa a velocidade a que o corpo queima os alimentos para produzir energia. John Speakman, da Universidade de Aberdeen, e seus colegas, mediu o metabolismo de 42 ratos, com base na quantidade de oxigénio consumida, e depois esperaram que morressem. 

O grupo com as taxas metabólicas mais elevadas viveu cerca de um terço mais que o grupo com as taxas mais baixas, descobriram os investigadores, e tinham metabolismos cerca de 30% mais rápidos. Se a mesma situação se verificar no Homem, significa que um metabolismo acelerado pode acrescentar mais 27 anos à nossa típica vida de 70 anos. 

A descoberta desafia uma teoria com mais de 100 anos que considera que os animais com uma taxa metabólica mais elevada morrem mais cedo. Esta teoria é baseada no facto de que animais de grande porte com baixas taxas metabólicas, como os elefantes, geralmente viverem mais tempo que os pequenos e com taxas metabólicas elevadas, como os ratos. Vem daí o velho adágio "live fast, die young". 

Esta tendência geral pode ser verdadeira quando comparamos diferentes espécies, mas este novo estudo sugere que ela pode ser invertida para animais da mesma espécie, o que foi uma surpresa completa, refere Speakman. 

O segredo para a longevidade pode residir no interior das mitocôndrias, responsáveis pela taxa metabólica da célula. Os organitos utilizam oxigénio para transformar os nutrientes em energia, mas o processo pode gerar radicais livres perigosos para outras moléculas, e já relacionados com o envelhecimento. 

 

A equipa de Speakman encontrou evidências de que os ratos com taxas metabólicas elevadas apresentam proteínas desacopladoras mais vigorosas, que obrigam as mitocôndrias a produzir calor em vez de energia. Dado que uma maior parte da energia é desperdiçada sob a forma de calor, as mitocôndrias têm que funcionar em pleno para gerar energia química suficiente para alimentar a célula. 

Ao mesmo tempo, as mitocôndrias podem funcionar mais eficientemente e libertar menos radicais livres, abrandando o processo de envelhecimento. Desta forma elas funcionam de forma mais limpa, explica Wayne Van Voorhies, que estuda o envelhecimento na New Mexico State University. 

Speakman planeia testar de seguida se uma taxa metabólica elevada pode prolongar a vida humana, mas alerta que uma solução rápida para o envelhecimento não está para breve. Apesar de drogas do tipo anfetamina acelerarem o metabolismo, Speakman refere que elas podem não ter o mesmo efeito sobre as proteínas desacopladoras, a chave da redução da produção de radicais livres e, portanto, no prolongamento da vida. 

De facto, descobrir drogas que realmente actuem sobre as proteínas desacopladoras pode ser muito difícil, alerta Van Voorhies. Estamos realmente a mexer em características fundamentais da célula, conclui. 

 

 

Saber mais:

Mouse Genome Special

Aging Cell

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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