2013-09-07

Subject: Bactérias de ratos magros previnem obesidade noutros ratos

 

Bactérias de ratos magros previnem obesidade noutros ratos

 

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Bactérias intestinais de ratos magros podem invadir os intestinos dos seus colegas de gaiola propensos à obesidade e ajudar os seus novos hospedeiros a combater o aumento de peso.

Investigadores liderados por Jeffrey Gordon, biólogo na Universidade Washington em St. Louis, Missouri, resolveu partir em busca de evidências directas de que as bactérias intestinais têm um papel na obesidade.

A sua equipa recolheu bactérias intestinais de quatro conjuntos de gémeos humanos em que um dos membros do par era magro e o outro obeso e introduziu os microrganismos em ratos criados de forma a estarem livres de comunidade microbiana. Os ratos que receberam bactérias do gémeo magro permaneceram magros, enquanto os que receberam bactérias de um gémeo obeso rapidamente ganharam peso, apesar de todos os ratos comerem a mesma quantidade de alimento.

A equipa ponderou então se as bactérias intestinais ou algum dos grupos de ratos seria influenciado por ratos com um tipo a viver em proximidade com animais portadores do outro tipo de microrganismo.

Assim, os cientistas colocaram ratos com o microbioma 'magro' numa gaiola com ratos com o tipo 'obeso' antes destes últimos terem tido tempo de começar a ganhar peso.

“Sabíamos que os ratos partilhariam microrganismos rapidamente", explica Gordon, pois eles comem as fezes uns dos outros. E realmente, as populações de bactérias nos ratos do tipo obeso alteraram-se, aproximando-se do tipo dos seus parceiros de gaiola magros e os seus corpos permaneceram magros, escrevem os investigadores na última edição da revista Science.

A invasão bacteriana viajou apenas nessa direcção, no entanto: as bactérias dos ratos obesos não colonizaram os seus vizinhos magros. Isto faz sentido, diz Gordon, que já tinha descoberto noutro estudo que a população de bactérias intestinais dos humanos obesos é menos diversificada que a dos humanos magros, deixando por preencher nichos no microbioma. As bactérias dos ratos magros parecem ser capazes ocupar essas vagas, diz ele.

 

Mas estas descobertas deixaram-lhe uma dúvida: se as bactérias de pessoas magras são tão boas a colonizar os intestinos dos obesos, “por que razão não temos uma epidemia de magreza na América"? Para responder à dúvida a equipa alimentou os ratos com uma dieta mais humana, transformando alimentos como cereais de pequeno-almoço e pizza em granulado para ratos. 

Quando os animais se alimentaram com uma dieta pobre em gorduras saturadas e rica em fruta e vegetais, a transferência dos microrganismos intestinais de ratos do tipo magro para os de tipo obeso continuava a acontecer mas quando os ratos recebiam uma dieta rica em gordura e pobre em vegetais isso não acontecia e os ratos com as bactérias do tipo obeso ganhavam peso. “Há uma relação intrincada entre a nossa dieta e a forma como os nossos microrganismos intestinais funcionam", diz Gordon. “Temos que ter os ingredientes correctos."

Patrice Cani, que estuda a interacção entre as bactérias intestinais e o metabolismo na Universidade Católica de Leuven, Bélgica, está impressionado com o facto de os autores terem sido capazes de demonstrar causalidade entre o microbioma e uma característica física como o tipo corporal. Segundo ele há muito mais a aprender sobre a interacção entre as bactérias intestinais e a dieta a partir deste estudo.

Gordon concorda: “É um puzzle complexo com muitas peças interessantes e o microbioma é apenas uma dessas peças."

 

 

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