2013-08-31

Subject: Vacina da gripe revela-se um 'tiro pela culatra' em porcos

 

Vacina da gripe revela-se um 'tiro pela culatra' em porcos

 

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@ Nature/Andy Rouse/Photoshot

A prevenção das fungadelas sazonais pode ser mais complicada do que os investigadores suspeitavam: uma vacina que protege os leitões de um dos vírus da gripe vulgares também os torna mais vulneráveis a uma estirpe mais rara de gripe, relatam os investigadores na última edição da revista Science Translational Medicine.

A equipa deu a leitões uma vacina contra a gripe H1N2, ao que os animais reagiram produzindo anticorpos que bloqueiam esse vírus mas que ajudam a infecção com a gripe suína H1N1, que causou a pandemia humana de 2009. No estudo, o H1N1 infectou mais células e causou pneumonia mais grave nos leitões vacinados que nos não vacinados.

A raiz das diferentes respostas imunitárias está na proteína em forma de cogumelo chamada hemaglutinina, que se encontra no exterior das partículas virais e que os ajuda a ligarem-se às células das vias respiratórias. A proteína existe em todos os tipos de gripe mas a sua estrutura varia entre as diversas estirpes.

No estudo agora mencionado, a vacina para o vírus H1N2 levou a que os porcos produzissem anticorpos que rodeiam o chapéu e base do cogumelo da hemaglutinina desse vírus mas alguns deles também se ligam à zona da base da hemaglutinina do vírus H1N1, ajudando esse vírus a fundir-se com a membrana das células. Isso tornou o H1N1 mais eficiente na infecção a porcos e a causar doença.

A descoberta pode levar alguns produtores de vacinas a fazer uma pausa. Muito do trabalho para desenvolver uma vacina universal para a gripe tem tido como alvo a zona da base das proteínas hemaglutinina pois esta é relativamente consistente num vasto leque de vírus da gripe.

O novo estudo sugere que esse tipo de vacina também pode produzir anticorpos que reforçam a capacidade de alguns vírus para infectar novos hospedeiros, diz James Crowe, imunologista na Universidade Vanderbilt em Nashville, Tennessee. Mas isso não significa que os investigadores devam deixar de desenvolver novas vacinas para a gripe, incluindo as que têm como alvo a base da hemaglutinina, acrescenta ele: “Temos é que ser muito cuidadosos."

 

Gary Nabel, investigador de vacinas da gripe e cientista-chefe na companhia de biotecnologia Sanofi em Cambridge, Massachusetts, concorda: “Levanta um sinal de alerta mas ao mesmo tempo fornece uma ferramenta de gestão de risco", diz ele dos resultados do novo estudo e dos seus métodos.

Ainda assim, os investigadores ainda não testaram se as vacinas humanas contra a gripe podem produzir o mesmo efeito e as diferenças entre porcos e humanos tornam difícil interpretar até que ponto as descobertas são relevantes para o desenvolvimento das vacinas humanas, diz Sarah Gilbert, investigadora de vacinas na Universidade de Oxford, Reino Unido.

A autora principal do estudo, Hana Golding, microbióloga da Administração para a Alimentação e Medicamentos de Bethesda, Maryland, concorda e salienta que as vacinas sazonais continuam a ser seguras e eficazes: “Esta situação não tem relevância para a vacinação regular, continuamos a achar que as pessoas a devem mesmo realizar."

 

 

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