2013-08-25

Subject: Mortífero coronavírus encontrado em morcegos

 

Mortífero coronavírus encontrado em morcegos

 

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@ Nature/Jonathan H. Epstein/EcoHealth Alliance

Os morcegos foram identificados como a fonte do coronavírus que infectou 94 pessoas, matando 47 delas, desde que emergiu no Médio Oriente em Abril do ano passado.

Uma equipa internacional de investigadores descobriu um minúsculo fragmento genético que parece ser do vírus numa amostra fecal de um morcego das tumbas egípcio. Os cientistas analisaram 96 morcegos na Arábia Saudita em Outubro e Abril, depois dos primeiros casos da síndrome respiratória por coronavírus do Médio Oriente (MERS-CoV) terem sido relatados na zona.

“Apesar de ser um fragmento muito pequeno, por ser 100% idêntico isso indica que se trata do mesmo vírus", explica o epidemiologista Ian Lipkin, da Universidade de Colúmbia em Nova Iorque, que liderou o estudo. A sua equipa relatou o resultado a 21 de Agosto na revista Emerging Infectious Diseases.

Dado que os morcegos transportam muitos tipos de coronavírus, já era largamente aceite que seriam a fonte última da MERS-CoV, que provoca pneumonia grave em humanos. Mas os investigadores tiveram muitas dificuldades em recolher informação que pudesse ajudá-los a compreender como o vírus se propaga, incluindo que animais transmitem a infecção.

Lipkin acredita que tem provas sólidas de que os morcegos são o reservatório para o vírus mas outros investigadores não estão convencidos de que o fragmento que a sua equipa identificou seja suficiente para confirmar a presença de MERS-CoV. Chantal Reusken, investigadora de doenças infecciosas no Instituto Nacional de Saúde Pública e Ambiente de Bilthoven, Holanda, aponta para a fraqueza dos dados que associam o vírus dos morcegos ao MERS-CoV que infecta os humanos.

Reusken salienta que os autores do estudo apenas conseguiram sequenciar um segmento com 190 nucleótidos de comprimento do genoma do coronavírus. Estudos anteriores sugerem que são necessários pelo menos 800 nucleótidos para determinar com rigor até que ponto dois vírus são aparentados: “Não podemos excluir completamente que a sequência não seja derivada, não do MERS-CoV, mas de um outro vírus aparentado com o MERS-CoV", explica Reusken.

 

Patrick Chiu Yat Woo, perito em coronavírus de morcegos na Universidade de Hong Kong, concorda: "A descoberta é, sem dúvida, importante mas tem que ser reproduzida por outros e terá que ser encontrado em outros morcegos." Woo refere que quando um novo coronavírus é encontrado, todo o genoma deverá ser sequenciado, se possível, pois pequenas diferenças no genoma de vírus aparentados podem indiciar que tipo de animal o novo vírus infecta.

Até agora, os camelos são o único outro animal implicado na propagação do MERS-CoV, com base nos resultados de testes para anticorpos no sangue mas como poucas pessoas estão em contacto com morcegos ou camelos, os investigadores especulam que outros animais conseguem propagar o vírus para o Homem.

Apesar das falhas nestas últimas descobertas, Stanley Perlman, investigador de coronavírus na Universidade do Iowa em Iowa City, considera a pesquisa importante pois confirma que os morcegos transportam o MERS-CoV ou um vírus semelhante: “É certamente aparentado de perto mas até que ponto não sabemos ainda."

 

 

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