2013-08-24

Subject: Chifres grandes chocam com longevidade em ovelhas

 

Chifres grandes chocam com longevidade em ovelhas 

 

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@ Nature/Laurie Campbell/NHPA/Photoshot

O Alpha Red 78, um carneiro cujos cornos pareciam presas de elefante, foi pai de 95 cordeiros antes de morrer com a madura (para um carneiro) idade de nove anos. 

Um gene com um papel no crescimento dos cornos explica a sua fertilidade e a sua longevidade, revela um estudo em ovelhas numa ilha remota da Escócia. O trabalho também explica de que forma a variação pode persistir em características que oferecem grandes vantagens reprodutivas.

Amplos cornos são o bilhete de um carneiro para o sucesso reprodutivo. Durante a estação de acasalamento, os machos lutam pelo acesso às fêmeas e os que têm os cornos maiores ganham. 

Mas se os cornos grandes são uma mais valia sexual, os genes que estão subjacentes a essa característica deviam ter-se tornado ubíquos, diz Susan Johnston, bióloga evolutiva na Universidade de Edimburgo, Reino Unido, que liderou a pesquisa. No entanto, alguns carneiros têm cornos curtos ou mesmo nenhuns, o que, “na perspectiva evolutiva, não faz sentido nenhum", diz Johnston.

A equipa de Johnston virou-se para as ovelhas que vivem em Hirta, uma ilha 160 quilómetros a ocidente da Escócia continental. Os animais, uma raça primitiva apelidada Soay (Ovis aries), são conhecidos pelo seu reduzido tamanho e pela agilidade sobre as falésias.

Há dois anos, o grupo de Johnston relatou que um único gene, RXFP2, explica a variabilidade de cornos nas ovelhas. Uma versão do gene, Ho+, está associada a cornos grandes, enquanto outro alelo, o HoP, está associado a cornos pequenos.

Neste último estudo agora publicado na revista Nature, a equipa de Johnston relaciona os genes RXFP2 de 1750 ovelhas com três factores: dimensão dos cornos, sucesso reprodutivo e longevidade.

Machos com uma ou duas cópias do alelo Ho+ tinham os cornos maiores e produziam o dobro dos cordeiros que aqueles que tinham duas cópias do alelo para cornos pequenos, em média 3 para 1,6 por anos, diz Johnston. 

 

Mas relativamente à longevidade, os carneiros com duas cópias do alelo HoP t tinham uma vantagem, diz ela, com 75% de probabilidades de sobreviver aos agreste Inverno de Hirta em cada ano, enquanto os que apresentavam o alelo para cornos grande apenas tinham uma probabilidade de sobreviver de 61%.

Os cientistas descobriram também que os carneiros heterozigóticos tinham o melhor dos dois mundos: tinham cornos grandes, eram fecundos e tinham vida longa. E eis a explicação para a persistência dos carneiros de cornos pequenos: “Estou impressionada com a elegância simples desta história", refere Hopi Hoekstra, geneticista evolutiva na Universidade de Harvard em Cambridge, Massachusetts.

Johnston considera que, para compreender melhor toda a situação, os cientistas precisam de estudar o gene: em humanos e ratos, ele está envolvido no desenvolvimento sexual e na densidade óssea. 

Ela acrescenta que heterozigóticos como o Alpha Red 78 acabam por ter mais descendência em grande medida porque vivem mais tempo que os carneiros com cornos grandes homozigóticos, que tendem a morrer jovens. O carneiro provavelmente não estava a ganhar com base na sua beleza física: “Ele era um carneiro bastante feioso", diz ela.

 

 

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