2013-08-22

Subject: Exposição à nicotina origina personalidades dependentes em ratos 

 

Exposição à nicotina origina personalidades dependentes em ratos 

 

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@ Nature/Sebastien Desarmaux/Godong/CorbisA exposição à nicotina no útero aumenta a produção de células cerebrais que estimulam o apetite, conduzindo ao consumo excessivo de nicotina, álcool e ácidos gordos mais tarde na vida, de acordo com um estudo agora conhecido e realizado em ratos.

Fumar durante a gravidez é sabido que altera o desenvolvimento do cérebro fetal e aumenta o risco de nascimentos prematuros, baixo peso à nascença e aborto. A exposição pré-natal à nicotina também aumenta a probabilidade de consumo e dependência de tabaco e nicotina mais tarde na vida mas exactamente de que maneira não era claro.

Precisamente para compreender os mecanismos por trás deste efeito, Sarah Leibowitz, neurobióloga comportamental na Universidade Rockefeller em Nova Iorque, injectou ratos fêmea grávidos com pequenas doses de nicotina, doses que os investigadores consideram comparáveis às que uma mulher grávida obteria ao fumar um cigarro por dia, e seguidamente examinaram os cérebros e comportamento da descendência.

Num artigo agora publicado na revista Journal of Neuroscience, eles revelam que a nicotina aumentou a produção de tipos específicos de neurónios na amígdala e no hipotálamo. Estas células produzem orexina, encefalina e hormona concentradora de melanina, todos neuropéptidos que estimulam o apetite e aumentam o consumo de alimentos.

Os ratos expostos a nicotina no ventre apresentavam mais dessas células e produziam mais desses neuropéptidos que os que não tinham sido expostos e isso tinha consequências a longo prazo no seu comportamento. Em adolescentes, eles não só se auto-administravam mais nicotina, como também consumiam mais alimentos ricos em gordura e bebiam mais álcool.

“Estes sistemas de péptidos estimulam o consumo de alimentos", diz Leibowitz, mas descobrirmos que eles também aumentam o consumo de drogas e estimulam os mecanismos de recompensa do cérebro que promovem a dependência e o abuso de substâncias."

Leibowitz salienta que as crianças cujas mães fumaram durante a gravidez têm maior probabilidade de também virem a fumar durante a adolescência e fase adulta. As descobertas da sua equipa sugerem um possível mecanismo para que isso aconteça.

A utilização de pensos de nicotina ou e-cigarros durante a gravidez pode ter um efeito semelhante. “Quando administrada de forma subcutânea, como no nosso estudo, ou via fumar ou pensos, a mesma quantidade de nicotina ainda chega ao cérebro do feto e vai afectar o desenvolvimento neural e a função", diz Leibowitz.

 

Os resultados salientam os efeitos tóxicos da exposição à nicotina no desenvolvimento do cérebro, diz George Koob, neurobiólogo no Instituto Scripps de Investigação em La Jolla, Califórnia. Ele também acrescenta que o estudo vem lançar nova luz sobre o papel destes neuropéptidos na recompensa e na motivação.

Em trabalhos anteriores, Leibowitz e os seus colegas mostraram que ratos expostos a gordura e álcool no útero também acabam a consumir essas substâncias em excesso quando adolescentes. “Os nossos estudos tornam muito claro que o desenvolvimento neuronal in útero é altamente sensível a estas substâncias", diz ela, "com cada uma a promover o seu consumo excessivo e comportamentos aditivos nas descendência."

Ela e a sua equipa de colaboradores estão agora a comparar os efeitos da nicotina, gordura e álcool para compreender melhor de que forma esta promoção acontece. Também estão a explorar formas de reverter os efeitos da exposição pré-natal a estas substâncias, assim impedindo o seu consumo excessivo mais tarde na vida, o que pode conduzir à dependência e à obesidade.

 

 

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