2004-05-31

Subject: Provada ligação entre sentidos e memória

News of the Wild

 

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Em destaque:

Provada ligação entre sentidos e memória 

 

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Marcel Proust considerava que "o aroma e o sabor das coisas permanecem durante longo tempo, prontos a recordar-nos ... o imenso edifício da memória". De facto este é um fenómeno familiar, pois um único aroma ou som tem o poder de conjurar cenas do passado, e agora um grupo de neurocientistas apresentou uma explicação para esse facto. 

A chave, alegam os investigadores, é que as memórias relacionadas com um dado evento estão espalhadas através dos centros sensoriais do cérebro mas comandados pelo hipocampo. Se um dos sentidos é estimulado a evocar a memória, outras memórias relacionadas, mas onde entram outras sentidos, são também despoletadas. 

Esta situação explica porque uma canção familiar ou o perfume de um antigo amante têm o poder de conjurar uma imagem detalhada de tempos passados, refere Jay Gottfried, do Departamento de Neurociência da University College London, que conduziu o recente estudo de recuperação de memórias. 

É essa a beleza do nosso sistema de memória, explica. Imagine um belo dia na praia. O cheiro de bronzeador, os amigos com quem estava, a cerveja que estava a beber, qualquer uma destas coisas pode despoletar memórias de toda a situação. 

A equipa de Gottfried fez esta descoberta ao apresentar a voluntários uma série de fotografias, cada uma associada a um cheiro não relacionado. Foi pedido aos voluntários que formassem uma ligação mental entre os dois: por exemplo, uma imagem de um pato estava acompanhada pelo cheiro de rosas, pelo que os voluntários imaginavam um pato a entrar num jardim de rosas. 

As imagens foram, posteriormente, apresentadas de novo, desta vez sem os cheiros e misturadas com novas imagens, enquanto os investigadores registavam a actividade cerebral. As imagens familiares estimulavam simultaneamente o hipocampo e o córtex piriforme, que está associado ao olfacto. As imagens novas não causavam o mesmo efeito. 

 

O estudo mostra que um estímulo visual pode activar regiões do cérebro associadas a um cheiro previamente experimentado. Mas também funcionará em sentido inverso? Afinal, desde há muito que o cheiro tem sido anunciado como um "sentido com memória", um dos mais prováveis de provocar reminiscências. 

Os investigadores não abordaram esta questão directamente.  Mas a memória odorífera parece ser a mais resistente ao esquecimento, diz Gottfried. Trabalhos prévios mostraram que a memória de imagens começa a desvanecer-se dias ou mesmo horas após o seu visionamento, enquanto as memórias de odores permanecem inalteradas até um ano depois. 

Gottfried suspeita que as memórias associadas ao olfacto podem persistir mesmo após o hipocampo ter desistido do seu papel orquestrador. Pacientes com danos no hipocampo podem ter amnésia relativa a vários anos mas ainda são capazes de recordar cheiros da sua infância. 

Mas os peritos ainda não sabem realmente porque os nossos narizes têm um tamanho poder sobre a nossa memória. Exactamente como os nossos cérebros fazem estas associações, tal como a forma como o cheiro do bolo feito pela nossa tia nos leva de volta à infância. 

 

 

Saber mais:

Memory bottleneck limits intelligence

Some choose to lose memory

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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