2013-08-16

Subject: Pequeno mamífero passa despercebido durante um século

 

Pequeno mamífero passa despercebido durante um século 

 

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olinguito (Bassaricyon neblina) @ Nature/MARK GURNEY

Um mamífero andino mal identificado foi agora revelado como uma espécie nova de carnívoro, a primeira a ser descoberta no hemisfério ocidental em trinta e cinco anos.

O olinguito Bassaricyon neblina é membro da família dos guaxinins e parece um cruzamento entre um gato doméstico e um ursinho de peluche, dizem os seus descobridores, que publicaram hoje a sua descoberta na ZooKeys

Os zoólogos vislumbraram o animal nocturno na natureza pela primeira vez em 2006, durante uma caminhada nocturna no Equador. Seguiram o animal de 75 cm de comprimento e cauda farfalhuda através do som, tentando ouvir o restolhar de ramos e folhagens quando saltava de árvore em árvore, 30 metros acima do solo da floresta das nuvens.

"Às vezes quando olhamos para cima só vemos nuvens", diz Roland Kays, zoólogo no Museu de Ciências Naturais da Carolina do Norte em Raleigh e co-autor do estudo. “Penso que isso é parte da razão porque estes animais permaneceram escondidos da ciência durante tanto tempo."

A equipa de investigação encontrou pistas para a existência do olinguito em 2004, a partir de amostras museológicas com décadas de existência armazenadas em caixas metálicas nos arquivos do Museu Field de Chicago, Illinois. 

Kristofer Helgen, curador para os mamíferos do Museu Nacional de História Natural Smithsonian em Washington DC, estava em Chicago para estudar os mamíferos andinos chamados olingos, que englobam várias espécies do género Bassaricyon. Ele notou que algumas das dúzias de espécimes de olingo do museu apresentavam crânios menores e tinham uma pelagem mais colorida que os restantes.

 

Num exame mais cuidadoso de espécimes de outros museus, alguns com mais de 100 anos de idade, Helgen descobriu que estes animais pertenciam a uma espécie, aparentada mas distinta, que tinha orelhas menores que os olingos, bem como caudas mais curtas e dentes diferentes. “Quase todas as suas características nos ajudaram a diferenciá-los", recorda Helgen.

Assim, a equipa viajou até ao Equador em busca de um espécime vivo, com o objectivo de recolher algum DNA. Quando regressaram, os investigadores compararam o DNA recolhido com o de outros animais da família dos guaxinins. 

Para sua surpresa, descobriram que já existiam sequências genéticas de olinguito nas bases de dados de DNA: as amostras tinham sido recolhidas a partir de um animal num jardim zoológico, capturado em 1967 nas montanhas da Colômbia. 

Esse olinguito, baptizado Ringerl, tinha sido considerado um olingo e enviado para vários jardins zoológicos americanos, numa série de tentativas falhadas de a acasalar com olingos machos, até que morreu em meados da década de 70.

Lawrence Heaney, curador para os mamíferos do Museu Field, está surpreendido com o facto de ter levado tanto tempo a identificar o olinguito. No entanto, diz ele, “sem dúvida que existirão montes e montes de novas espécies a encontrar nas colecções dos museus de todo o mundo".

 

 

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