2013-08-13

Subject: Golfinhos lembram-se uns dos outros durante décadas

 

Golfinhos lembram-se uns dos outros durante décadas

 

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@ Nature/THINKSTOCKAllie e Bailey conheciam-se do tempo em que tinham vivido juntos na Florida. Mais de 20 depois, Allie vive perto de Chicago e Bailey vive na Bermuda, mas o nome de Allie continua a significar alguma coisa para Bailey. 

Toda esta história não seria digna de manchete se não fosse o caso de Allie e Bailey não serem pessoas mas sim golfinhos.

A memória que Bailey tem do nome de Allie, ou mais exactamente, do seu 'assobio-assinatura', que funciona como o nome entre os golfinhos, é a memória social mais durável alguma vez registada em não humanos. 

No entanto, este é apenas um dos muitos dados presentes num estudo que descobriu que a regra, e não a excepção, é os golfinhos-roazes Tursiops truncatus reconhecerem assobios do seu passado distante.

“Não podemos dizer qual é o limite superior em termos de tempo, ou mesmo se existe algum limite", diz Jason Bruck, biólogo na Universidade de Chicago e autor destes resultados agora publicados na revista Proceedings of the Royal Society B. “Sabemos é que é de pelo menos vinte anos."

Entre as idades de cerca de quatro meses e um ano, todos os golfinhos-roazes definem um assobio próprio que permanecerá inalterado para o resto da sua vida. 

Noutro estudo recente, publicado no mês passado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, Stephanie King e Vincent Janik, dois biólogos especialistas em mamíferos marinhos da Universidade de St Andrews, Reino Unido, tinham demonstrado que os golfinhos usam esses assobios da mesma forma que os humanos usam o nome: eles vocalizam o seu próprio assobio para se identificarem perante os outro e imitam os assobios dos outros para os chamarem.

Para este estudo, Bruck trabalhou com mais de 50 golfinhos de seis instalações de reprodução que rodam os animais entre si e que, fortuitamente, têm registo de quem viveu com quem e quando.

Seguidamente, ele registou o assobio de cada golfinho e reproduziu-o para os seus antigos amigos usando um altifalante subaquático, alternando-o com sons de golfinhos desconhecidos como forma de controlo. Mas antes de cada assobio de teste, ele habituou os golfinhos a assobios desconhecidos, para eliminar a possibilidade de estarem apenas a reagir à novidade de ouvirem assobios vindos de um altifalante.

 

O assobio de um antigo companheiro tinha maior probabilidade de ser notado pelo ouvinte, talvez batendo de propósito contra o altifalante, tentando faze-lo assobiar novamente. E isso era verdade independentemente de há quanto tempo o par estava separado.

Os investigadores já esperavam que os golfinhos tivessem uma memória a longo prazo mas talvez não a tão longo prazo. “Não ficaria surpreso se começassem a esquecer os assobios de alguns dos companheiros de piscina após estarem separados cinco ou dez anos", diz Peter Tyack, também biólogo especialista em mamíferos marinhos em St Andrews.

Não é claro se se pode estabelecer um forte paralelo com o reconhecimento social humano. “Será que o golfinho presta atenção ao assobio por este ser um som familiar que fez, em tempos ou mesmo actualmente, parte do seu reportório vocal?", pergunta King. “Ou o assobio invoca uma representação mental do animal ausente na mente do golfinho?"

Bruck ainda não tem uma resposta para estas questões mas já tem algumas pistas que indicam que os golfinhos-roazes se lembram do seu parceiro de tanque e não apenas do som. Em testes com assobios-assinatura de machos extremamente dominantes, por exemplo, as fêmeas responderam com um interesse excepcional: “E também havia muitas posturas por parte de outros machos", recorda Bruck, “alguns dos mais jovens passavam-se completamente."

 

 

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