2013-08-06

Subject: Molécula sintética bloqueia desenvolvimento da tuberculose

 

Molécula sintética bloqueia desenvolvimento da tuberculose

 

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Mycobacterium tuberculosis @ Nature/EYE OF SCIENCE/SPLUm novo candidato a medicamento revelou sinais prometedores no tratamento da tuberculose.

A molécula sintética é eficaz em ratos e não tem qualquer semelhança com os medicamentos para a tuberculose existentes, muitos dos quais se tornaram inadequados à medida que as estirpes resistentes de bactérias se desenvolveram.

Se se verificar ser seguro e eficaz em humanos, pode ajudar a combater uma doença que matou 1,4 milhões de pessoas em 2011.

A equipa liderada por Kevin Pethe, microbiólogo no Instituto Pasteur Coreia, perto de Seul, investigou mais de 120 mil compostos químicos ao longo de cinco anos, infectando macrófagos de rato com Mycobacterium tuberculosis, a bactéria que provoca a tuberculose, e observando se o composto candidato inibia o crescimento bacteriano. “Podemos ver a infecção directamente no interior das células dos macrófagos, o que nos permite analisar um grande número de bibliotecas químicas mais rapidamente", diz Pethe.

Os testes reduziram a lista de candidatos a apenas um, escolhido para a realização de mais sínteses e avaliações.

Escrevendo na última edição da revista Nature Medicine, os autores mostraram que o compostos químico antibacteriano sintético tem um mecanismo de acção novo: inibe a síntese de ATP, bloqueando assim o crescimento da M. tuberculosis.

Testes subsequentes mostraram que o composto pode ser bem sucedido no tratamento da tuberculose em ratos. A molécula pertence a uma nova classe de compostos químicos sintéticos sem qualquer semelhança com medicamentos já existentes, factor que a pode tornar mais capaz de resistir ao desenvolvimento de resistências por parte das bactérias.

Valerie Mizrahi, bióloga da tuberculose na Universidade da Cidade do Cabo na África do Sul, diz que o estudo “afirma a noção de que existem novos alvos para os medicamentos contra a tuberculose à espera de serem descobertos analisando diversas bibliotecas de compostos químicos, o que é uma óptima notícia para o campo e razão para celebração".

O sucesso nesta etapa não garante, no entanto, que o composto possa conduzir a um tratamento eficaz para humanos. Pethe diz que o candidato a medicamento irá passar à fase I dos testes clínicos para o ano, para avaliar a sua segurança e tolerabilidade num pequeno grupo de humanos saudáveis voluntários mas apenas 5% dos medicamentos, para todas as doenças, que chegam à fase I acabam por ser comercializadas pelas farmacêuticas.

Conduzir o composto químicos pelas próximas duas fases de testes clínicos também irá exigir um investimento substancial. Tipicamente, instituições financiadas pelos estados, como o Instituto Pasteur Coreia, focam-se na descoberta de medicamentos, deixando o ónus do desenvolvimento dos mesmos para a indústria farmacêutica.

 

Mas o mercado da tuberculose não tem os incentivos financeiros para atrair investimentos de peso por parte das grandes farmacêuticas, dizem os peritos. A equipa de Pethe tenciona preencher este fosso com o apoio do governo coreano e de uma companhia subsidiária do seu instituto, a Qurient. “O nosso objectivo é congregar a investigação e o produto, um modelo ainda não estabelecido no mundo", diz Pethe.

“A tuberculose exige uma abordagem muito diferente à tradicionalmente usada pelas grandes farmacêuticas", diz Melvin Spigelman, presidente e executivo chefe a TB Alliance, sediada em Nova Iorque.

Christopher Dye, especialista sénior em tuberculose na Organização Mundial de Saúde, diz que as pessoas irão notar esta abordagem nova mas salienta as complicações que existem no desenvolvimento de medicamentos contra a tuberculose. Se o medicamento eventualmente chegar às clínicas, outro desafio será distribuí-lo judiciosamente de forma a impedir que a bactéria desenvolva contramedidas: "Desenvolver o medicamento não é o fim do processo, precisamos de garantir que é usado adequadamente e protegido da resistência."

Entretanto, Pethe e a sua equipa continuam a analisar novas moléculas para encontrar mais candidatos a medicamentos para a tuberculose. O tratamento da doença geralmente exige cocktails de diferentes medicamentos e Pethe espera que a sua pesquisa forneça mais candidatos com que os clínicos possam trabalhar.

 

 

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