2013-08-04

Subject: Aquecimento global motor de conflitos humanos

 

Aquecimento global motor de conflitos humanos

 

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@ Nature/UNICEF/GEORGINA CRANSTO/epa/Corbis

Os temperamentos agitam-se quando as temperaturas sobem, no planeta e ao longo da história humana, descobriram os investigadores. O resultado é consistente com o crescente corpo de investigações que sugerem que as alterações climáticas incitam, de alguma forma, o conflito humano.

Pequenas alterações na temperatura e na precipitação aumentam substancialmente o risco de muitos tipos de conflitos, desde arrufos interpessoais como buzinadelas agressivas de condutores a guerras civis e ao verdadeiro colapso social, relatam os investigadores na última edição da revista Science. Eles analisaram dados de 60 estudos sobre alterações ambientais e agressividade humana que abrangem seis continentes e mais de 12 mil anos.

Os investigadores descobriram que uma subida da temperatura de um desvio padrão, que, nos Estados Unidos actualmente, ocorre quando a temperatura média de um dado mês é cerca de 3° Celsius superior ao habitual, aumenta a frequência de violência interpessoal em 4% e o risco de conflito intergrupos, como motins ou guerras civis, em 14%.

As inundações e as secas também têm um efeito, apesar de ser menor do que o da temperatura, relatam os investigadores, e os efeitos são aparentes em todo o mundo, tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento.

“O nível de consistência na forma como as pessoas estão a responder foi surpreendente para nós", diz Solomon Hsiang, econométrico da Universidade da Califórnia, Berkeley, que liderou o estudo. Ele e a sua equipa alertam que a influência do clima sobre o comportamento se deverá tornar mais aparente à medida que o planeta aquece e os padrões de precipitação se alterarem.

Os investigadores não tentaram explicar de que forma o clima exerce a sua aparente influência sobre o comportamento humano. Eles associaram os extremos climáticos a muitos tipos de conflitos, desde a queda do clássico império Maia no século nono a jogadores profissionais de basebol que atingem os seus adversários com a bola, mas a falta de mecanismos causais deixa muitos cientistas políticos cépticos sobre o papel do ambiente nos conflitos, que dizem ser conduzidos por um leque complexo de factores sociais.

 

“É difícil ver de que forma os mesmos mecanismos causais que conduzem a lançamentos de bola malucos possam ser associados a guerras e ao colapso dos estados", diz Idean Salehyan, que estuda violência política na Universidade do Norte do Texas em Denton.

Da mesma forma, Halvard Buhaug, cientista político no Instituto de Investigação Peace em Oslo, Noruega, diz que este último estudo pouco para alterar a sua crença de que a ligação entre as alterações climáticas e o conflito humano é fraca e inconsistente. 

Ele descobriu que os grandes conflitos em África tiveram um declínio ao longo das últimas décadas, apesar do notável aquecimento que lá se verifica, contrariando a tendência notada neste último estudo e em estudos anteriores semelhantes.

Os resultados contraditórios apontam para a necessidade de os investigadores testarem as ligações entre o clima e o conflito em estudos de casos onde mais variáveis possam ser seguidas, diz Andrew Solow, estatístico ambiental na Instituição Oceanográfica Woods Hole Oceanographic no Massachusetts.

Sem esse foco, alerta ele, os investigadores podem exagerar sem intenção a relação entre o clima e o conflito ao ajustar a definição ou os limites históricos de um conflito. “No agregado, se trabalharmos os dados com afinco encontramos realmente este tipo de relação”, diz ele. “Mas quando olhamos mais de perto, as coisas tendem a ser mais complicadas."

 

 

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