2013-07-29

Subject: Mulheres são mais vulneráveis a infecções

 

Mulheres são mais vulneráveis a infecções

 

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@ Nature/Garo/Phanie/Rex Features

Sabra Klein veio ao encontro anual da Sociedade para o Estudo da Reprodução esta semana armada com uma mensagem que pode parecer óbvia para os cientistas obcecados com sexo: os homens e as mulheres são diferentes! Mas este continua a ser um facto negligenciado pelos investigadores da área da saúde, diz Klein, imunologista da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg de Baltimore, Maryland.

A sua investigação sobre os vírus influenza em ratos, apresentada no encontro em Montreal, Canadá, ajuda a explicar por que razão as mulheres são mais susceptíveis à morte e a doenças causadas por agentes infecciosos e a razão está intimamente associada à reprodução. “Ela é uma das pessoas que realmente consegue ver o panorama geral, relativamente à razão porque observamos estes padrões", diz Marlene Zuk, bióloga evolutiva na Universidade do Minnesota, Twin Cities, em St. Paul.

Geralmente as mulheres sofrem de sintomas mais graves de gripe que os homens, por exemplo, apesar do facto de terem tendência a ter menos vírus durante a infecção. Para Klein, isto sugere que as mulheres rapidamente montam um ataque do sistema imunitário para eliminar as infecções, mesmo sofrendo as consequências das respostas inflamatórias que inundam os seus sistemas. “É aqui que as fêmeas encontram os problemas", diz Klein.

Ela descobriu esta disparidade em ratos infectados com vírus da gripe mas quando os investigadores castraram os machos e removeram os ovários às fêmeas, a diferença desapareceu na medida em que os machos se tornaram mais sensíveis à infecção.

Mas a presença de testículos não é simplesmente protectora. Klein descobriu que fornecer às fêmeas esterilizadas as hormonas femininas estrogénio e progesterona na realidade as protegia da doença.

No caso das fêmeas, as infecções parecem destabilizar o ciclo destas hormonas sexuais: alongam o ciclo sexual nas fêmeas de rato não esterilizadas, prolongando a parte do ciclo com os níveis mais baixos de estrogénio de 4 a 5 dias para 8 a 9.

Os investigadores há muito que sabem que as células imunitárias têm receptores para as hormonas sexuais e que as doenças auto-imunes atingem as mulheres mais frequentemente que os homens. Ainda assim, Klein considera que o seu trabalho deve ter implicações nas actuais práticas de saúde pública.

 

As mulheres, muitas vezes com menos probabilidade de serem vacinadas contra a gripe que os homens, devem ser encorajadas a faze-lo, diz ela. E os investigadores devem examinar se as terapias de substituição hormonal e os medicamentos contraceptivos têm efeitos inesperados, possivelmente positivos, em alguns tipos de doenças infecciosas.

Mas mais importante, diz Klein, os estudos médicos devem levar em linha de conta as diferenças de sexo. Muitos estudos epidemiológicos não separam os resultados por sexo, uma prática que ela já descobriu pode disfarçar tendências cruciais. Para além disso, os testes clínicos tradicionalmente evitam o ciclo sexual feminino pois este pode interferir com os resultados.

Para Zuk, Klein trouxe a voz da razão ao encontro: “Por que razão é visto como uma interferência quando se tem uma interacção com o sistema endócrino ou qualquer outro aspecto do sistema reprodutivo?" 

“A velha resposta a esta questão é que o financiamento é curto e para se comparar os sexos ter-se-ia de duplicar os grupos”, diz Klein. Mas com base no seu trabalho, diz ela, “não me parece que isso seja mesmo verdade".

 

 

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