2013-07-13

Subject: Crescimento de nervos estimula cancro da próstata

 

Crescimento de nervos estimula cancro da próstata

 

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@ Nature/GOPAL MURTI/SPLO crescimento de novos nervos no interior e em redor dos cancros da próstata estimula os tumores a crescer e a invadir outros tecidos, demonstraram estudos em ratos.

Os resultados, publicados na última edição da revista Science, podem orientar os investigadores em direcção a novas abordagens no tratamento do cancro.

Apesar de ainda não ser claro se o mecanismo também ocorre em humanos, ou mesmo em cancros que afectem outros órgãos, uma análise de amostras recolhidas de 43 pacientes com cancro da próstata revelaram que a densidade de nervos era alta em pacientes que não estavam a reagir bem ao tratamento.

“É um trabalho catalítico", diz John Isaacs, investigador do cancro nas Instituições Médicas Johns Hopkins em Baltimore, Maryland, que não esteve associado ao estudo. “As pessoas podem agora focar-se em lidar com estas questões não respondidas."

Trabalhos anteriores tinham mostrado que as células cancerosas por vezes migram ao longo dos nervos e que este processo podia ser associado a uma fraca resposta perante a terapia. Para Saber mais, Claire Magnon e Paul Frenette, da Faculdade de Medicina Albert Einstein em Nova Iorque, estudaram o desenvolvimento tumoral em ratos injectados com células do cancro da próstata humano.

Os tumores resultantes, verificaram eles, estavam infiltrados com certo tipo de células nervosas. A destruição química desses nervos impedia o desenvolvimento de tumores na próstata. Mais, a equipa descobriu que outra classe de nervos estava associada à disseminação do tumor e que bloqueando certos receptores nesses nervos se impedia o cancro de invadir os nódulos linfáticos próximos.

Os resultados sugerem que o bloqueio desses receptores nervosos, incluindo dois tipos de receptores β2- e β3-adrenérgicos, pode uma via para o tratamento do cancro. Magnon salienta que esta ideia é apoiada por estudos epidemiológicos que mostram que pessoas tratadas para o cancro têm tendência a dar-se melhor se estão a tomar medicamentos betabloqueadores, que são usados no tratamento de problemas cardíacos e perturbações de ansiedade, bloqueando os receptores β-adrenérgicos.

Por que razão os novos nervos tornam os cancros mais agressivos? David Rowley, investigador do cancro na Faculdade de Medicina Baylor em Houston, Texas, salienta que o crescimento de novos nervos é igualmente crucial na reparação de ferimentos. 

 

Alguns investigadores propuseram que o corpo interpreta o cancro, os seus danos tecidulares e a inflamação associados como um ferimento que nunca sara. “Os nervos desempenham um papel na reparação de ferimentos", diz Rowley, “logo faz sentido que os nervos também desempenhem um papel no ambiente tumoral."

A concepção de medicamentos que tenham como alvo esse processo não será algo trivial, diz Isaacs, que recorda que os mesmos receptores β estão envolvidos noutros processos importantes, como a dilatação das vias respiratórias. Para além disso, os actuais betabloqueadores têm pouco efeito nos receptores β2 ou β3, tendo como alvo principal o receptor β1.

Mas se todos estes desafios forem ultrapassados, os resultados podem ter implicações para além do cancro da próstata, diz Rowley: “Eu prevejo que este mesmo processo ocorra em todos os tumores sólidos."

 

 

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