2013-07-11

Subject: Tentativa de protecção das águas antárcticas ganha segunda oportunidade

 

Tentativa de protecção das águas antárcticas ganha segunda oportunidade

 

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@ Nature/Bob Zuur/WWF and Konrad Wothe/Getty

Os investigadores antárcticos esperam que as propostas para criar duas enormes áreas protegidas ao largo da costa do continente gelado sejam bem sucedidas da segunda vez que forem apresentadas na próxima semana.

As áreas iriam salvaguardar focas, pinguins e peixes em vastas zonas oceânicas ao longo de áreas protegidas no Mar de Ross e leste antárctico. Também iriam criar zonas especiais de investigação para os cientistas poderem monitorizar o impacto da actividade humana e das alterações climáticas nesta região isolada.

Outubro último, as propostas foram recusadas no encontro da Comissão para a Conservação dos Recursos Marinhos Vivos Antárcticos (CCAMLR), entidade encarregue da supervisão das águas da região. Os 25 membros da CCAMLR, incluindo os Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Rússia, não alcançaram o exigido acordo por unanimidade sobre os planos mas concordaram em realizar um raro encontro adicional para discutir as reservas marinhas.

Este encontro em Bremerhaven, Alemanha, conclui-se a 16 de Julho e os apoiantes dos planos optimistas.

“Sinto-me mesmo bem com as propostas desta vez", diz Andrea Kavanagh, directora da campanha Southern Ocean Sanctuaries dirigida pelos Pew Charitable Trusts, uma organização não governamental sediada em Washington DC e Filadélfia, Pennsylvania. “A ciência está estabelecida e há vontade internacional para o fazer."

Kavanagh espera que, ainda assim, existam alguns espinhos nas discussões. Um ponto crucial será se estas áreas protegidas marinhas (APM) terão uma data de expiração ou se serão sujeitas revisões mais tradicionais que possam ajustar os seus limites e usos. As datas de expiração significariam que as reservas teriam que ser votadas novamente quando expirassem, basicamente obrigando a que todo o processo começasse de novo do zero, logo não mereceriam a designação de APM de acordo com definições usadas pela generalidade das entidades, diz Kavanagh.

As áreas exactas e zonas de APM, e especialmente as restrições à pesca nas águas protegidas, também serão debatidas no encontro.

Os Estados Unidos e a Nova Zelândia são as forças motoras por trás da proposta da APM do Mar de Ross, que criaria a maior reserva marinha do mundo, proibindo a pesca em 1,6 milhões de quilómetros quadrados de oceano. Também criaria uma 'zona de investigação' especial onde os cientistas poderia monitorizar o impacto das alterações climáticas sobre o ecossistema e o sucesso da APM.

A proposta sugere uma revisão em 2064 mas fraseada de tal forma que não há presunção de data de expiração da protecção. “Um dos objectivos dos Estados Unidos é realizar ciência relacionada com o clima a longo prazo. Isso não pode ser feito numa década ou duas, precisamos de mais tempo”, diz Evan Bloom, director do Gabinete de Assuntos Oceânicos e Polares do Departamento de Estado americano.

 

A segunda proposta tem a ideia de criar várias APM ao largo da costa leste da Antárctica. No total, sete áreas seriam protegidas, salvaguardando a vida selvagem, como pinguins e krill.

“Seria um desenvolvimento histórico. Seria a primeira vez que quaisquer áreas na Antárctica seriam protegidas a esta escala”, diz Steve Campbell, director de campanha da Antarctic Ocean Alliance, uma coligação de organizações não governamentais que buscam o aumento da protecção na região.

Campbell concorda que as hipóteses de ambas as propostas serem aprovadas em Bremerhaven são melhores que no ano passado. Houve mais tempo para consideração e para os grupos de pressão actuarem, apesar de países como a Rússia e a China ainda estarem apreensivos sobre a escala dos planos de protecção e especialmente sobre as restrições à pesca, diz ele.

As propostas de APM estão a ser atentamente observadas por defensores do aumento da protecção marinha longe da Antárctica. O sucesso no estabelecimento de áreas protegidas perto do pólo sul podia abrir caminho para as grandes reservas marinhas que muitos tentam impor em águas internacionais noutros locais.

A CCAMLR é largamente considerada como tendo conseguido manter um rumo bem sucedido em redor dos obstáculos apresentados pela gestão de recursos em águas internacionais, tornando estas propostas um teste crucial à apetência internacional para restringir as actividades comerciais em alto mar. “Não se conseguir fazer isto na Antárctica, onde poderá ser feito?”, diz Bloom.

Se as propostas não forem aceites em Bremerhaven, poderão ser novamente discutidas novamente no encontro anual da CCAMLR em Outubro. 

 

 

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