2013-07-08

Subject: Ovos de arau limpam-se a si próprios

 

Ovos de arau limpam-se a si próprios

 

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@ BBCOs ovos de arau-comum Uria aalge têm estruturas especiais na casca que lhes permitem limparem-se a si próprios, revela um estudo agora conhecido.

O estudo começou após os cientistas terem notado as propriedades repelentes de líquidos de um conjunto de ovos, sobre os quais tinha sido derramada água acidentalmente.

Análises mais detalhadas revelaram minúsculas estruturas em forma de cone sobre a casca dos ovos, que eram as responsáveis por esta propriedade.

As descobertas foram apresentadas na conferência da Sociedade para a Biologia Experimental, em Valência, Espanha.

Steven Portugal, da Real Faculdade de Veterinária de Londres e líder da investigação, recorda que o projecto teve início com "um pequeno acidente" no laboratório: "Sem querer, entornei água destilada sobre um conjunto de ovos e apercebi-me que os ovos de arau se destacavam em termos da forma como as gotas de água reagiam com a superfície. As gotas separavam-se em gotas mais pequenas, não escorriam pela casca do ovo."

A formação de gotas de água que sejam esferas perfeitas é uma situação típica das superfícies hidrofóbicas, sendo o exemplo mais conhecido na natureza a folha de lótus, "que está a ser copiada pela engenharia pelas suas propriedades de auto-limpeza", diz Portugal. "Estas esferas de água caem quando são sacudidas e arrastam a sujidade com elas."

Para descobrir o que era responsável por esta propriedade nos ovos de arau, os cientistas examinaram as cascas dos ovos com a ajuda de um microscópio electrónico de varrimento. "Observamos estas estruturas, uns nano-cones, que faziam a superfície do ovo parecer os Himalaias vista ao microscópio electrónico."

Quando Portugal examinou os ovos de outras espécies de aves marinhas que nidificavam em habitats semelhantes aos dos araus, ele descobriu que as estruturas em forma de cone não estavam presentes.

Isto sugere, diz ele, que os ovos de arau desenvolveram estas superfícies especializadas para os ajudar no seu perigoso ambiente nos penhascos rochosos. "Os araus são invulgares na forma como nidificam pois não se dão ao trabalho de construir um ninho, apenas põem os ovos na face do penhasco", explica Portugal. 

 

"Como nidificam em densas colónias, precisam de um mecanismo para lidar com os salpicos de água salgada vindos do mar e com o excesso de detritos resultantes da presença de tantas aves em redor. E é o que estas estruturas fazem"

Estas cascas de ovo capazes de auto-limpeza permitem aos embriões no seu interior respirar, pois a casca permanece permeável e não coberta com uma camada de sal ou sujidade.

@ BBC

As estruturas também tornam os ovos mais rugosos e Portugal está actualmente a investigar se esse facto os ajuda a evitar as quedas dos penhascos.

 

 

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