2013-07-07

Subject: Terra assiste a extremos climáticos sem precedentes

 

Terra assiste a extremos climáticos sem precedentes

 

Dificuldades em visualizar este e-mail? Consulte-o online!

Newsletter não segue Acordo Ortográfico

@ BBC/GettyA Terra tem vindo a assistir a um recorde sem precedentes de extremos climáticos ao longo da década 2001 a 2010, de acordo com a Organização Mundial de Meteorologia (OMM).

O seu mais recente relatório refere que foram registadas mais quebras de recordes de temperatura nacionais do que nas décadas anteriores e houve um aumento da taxa de mortalidade devida a ondas de calor, especialmente pronunciada durante os Verões europeus de 2003 e na Federação Russa em 2010.

Pelo contrário, apesar de a década ter sido a segunda mais húmida desde 1901 (com 2010 a ser o ano mais húmido de que há registo), morreram menos pessoas em resultado de cheias e inundações do que na década anterior. Sistemas de alerta e melhor preparação recebem a maior parte do crédito pela redução de mortes mas ainda assim a OMM considera necessária uma informação climática mais inteligente à medida que as alterações se sucedem.

O seu relatório, O clima global 2001-2010, Uma década de extremos climáticos, analisa as tendências globais e regionais, bem como eventos extremos como o furacão Katrina, inundações no Paquistão e secas no Amazonas, Austrália e leste de África.

A década foi a mais quente em ambos hemisférios e também em relação a temperaturas terrestres e da superfície oceânica. O calor recorde foi acompanhado por um rápido declínio do gelo árctico e de uma aceleração da perda de massa da calote da Groenlândia, das plataformas de gelo marinho antárcticas e dos glaciares de todo o mundo.

O nível médio do mar subiu cerca de 3 mm por anos, o dobro do observado durante a tendência do século XX, que foi de 1,6 mm por ano. O nível médio global do mar esteve em média nesta última década 20 cm acima do que foi na década de 1880.

O relatório salienta que as altas temperaturas da década foram alcançadas sem episódios fortes da corrente El Nino, que tipicamente aquece o mundo, o que significa que um episódio forte do El Nino teria feito subir as temperaturas ainda mais.

Apesar da subida total das temperaturas ter abrandado desde a década de 90, a OMM refere que as temperaturas continuam a subir em consequência das emissões de gases de efeito de estufa de origem antropogénica.

O secretário-geral da OMM Michel Jarraud refere: “A variabilidade natural do clima, causada em parte por interacções entre a atmosfera e os oceanos, leva a que alguns anos sejam mais frescos que outros. Numa base anual, a curva da temperatura global não é suave mas numa base de longo prazo a tendência subjacente é claramente de subida, acentuada nos tempos mais recentes."

Mas os cépticos climáticos enfatizam a falta de movimento nas temperaturas ao longo da década. Judah Cohen, director de previsões sazonais da Atmospheric and Environmental Research (AER), considera que a questão depende da escala de tempo: “Para períodos de tempo maiores (duas décadas ou mais) descobrimos uma tendência robusta e estatisticamente significativa de aquecimento mas para períodos inferiores (uma década ou menos) não há sinal nenhum, o que é consistente com relatórios de um recente estabilizar das temperaturas globais."

Ainda assim, muitos cientistas climáticos estão alarmados com as temperaturas consistentemente elevadas durante toda a década: todos os anos da última década, com excepção de 2008, es tão entre os 10 mais quentes de que há registo. O ano mais quente de que há registo foi 2010, com o que se estima ter sido uma temperatura de 0,54º C acima dos 14,0º C da média de longo prazo de 1961 a 1990, seguido de perto por 2005.

 

A Groenlândia a maior anomalia térmica da década, 1,71º C acima da média de longo prazo e com uma temperatura média em 2010 de 3,2º C acima da média. Em África as condições foram mais quentes que o normal em todos os anos da década.

Os resultados do senso da OMM mostram que perto de 94% dos países que a ela pertencem tiveram a sua década mais quente no período de 2001 a 2010. Nenhum país registo uma descida nacional de temperatura média em relação à média de longo prazo durante a mesma década.

Os cientistas consideram que pode haver uma ligação entre as crescentes temperaturas globais e os eventos climáticos extremos. A OMM refere que, até agora, não há provas conclusivas de uma associação a nenhum evento climático específico, excepto talvez o caso das ondas de calor europeias de 2003, mas este campo de investigação continua muito activo.

Myles Allen, da Universidade de Oxford, comenta: "Previmos a temperatura desta década usando detecção convencional, análise de atribuição e dados até 1996 (quando muitas pessoas ainda defendiam que não havia influência humana discernível no clima global) e acertámos com um erro de algumas centésimas de grau."

"Havia muitos entusiastas solares na década de 90, que atribuíam o aquecimento observado desde a década de 70 a um Sol mais brilhante, o que não funcionava bem quando tivemos um mínimo solar extremo e continuámos a ter a década mais quente de que há registo. É apenas mais um ponto de dados, e ninguém previu a falta de tendência a uma menor escala que observamos desde 2000, mas continua a ser importante de observar. Veremos o que a próxima década nos trará."

 

 

Saber mais:

Zonas climáticas vão alterar-se mais rapidamente num mundo em aquecimento

"Enganei-me em relação às alterações climáticas - é muito, muito pior!"

Conseguimos mesmo f*der a Terra?

Um planeta 4ºC mais quente seria devastador mas pode ser evitado

Furacão Sandy acelera discussão sobre alterações climáticas

Aquecimento global culpado pelas ondas de calor

 

 

Facebook simbiotica.orgTwitter simbiotica.orgGoogle + simbiotica.orgFlikr simbiotica.orgYouTube simbiotica.org Pinterest simbiotica.org

 

Arquivo  |  Partilhar Comentar |   Busca Contacte-nos  |  Imprimir  |  Subscrever | @ simbiotica.org, 2013


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com