2013-07-04

Subject: Fígado miniatura crescido em ratos

 

Fígado miniatura crescido em ratos

 

Dificuldades em visualizar este e-mail? Consulte-o online!

Newsletter não segue Acordo Ortográfico

@ Nature/Science Photo LibraryO transplante de minúsculas 'gémulas de fígado' construídas a partir de células estaminais humanas restaura a função hepática em ratos, descobriram os investigadores.

Apesar de preliminares, os resultados apresentam um caminho potencial para o desenvolvimento de tratamentos para milhares de pacientes que aguardam transplantes de fígado todos os anos.

As gémulas de fígado, com aproximadamente 4 mm de diâmetro, impediram a morte de ratos com falência hepática, relatam os investigadores na última edição da revista Nature. As estruturas transplantadas também desempenharam várias funções hepáticas, como a segregação de proteínas específicas e a produção de metabolitos específicos do Homem. Mas talvez o mais notável seja que estas gémulas tenham rapidamente tomado conta de vasos sanguíneos em redor e continuado a crescer após o transplante.

Os resultados são preliminares mas prometedores, diz Valerie Gouon-Evans, que estuda o desenvolvimento e regeneração do fígado no Hospital Mount Sinai em Nova Iorque. “É algo muito novo", diz ela. Como as gémulas de fígado são sustentadas pelo sistema sanguíneo do hospedeiro, as células transplantadas podem continuar a proliferar e desempenhar as funções hepática.

No entanto, diz ela, os animais transplantados precisam de ser observados durante muitos meses para ver se as células começam a degenerar ou a formar tumores.

Há uma aflitiva escassez de fígados humanos para transplante. Em 2011, 5805 transplantes de fígado em adultos foram realizados nos Estados Unidos e, no mesmo ano, 2938 pessoas morreram à espera de novos fígados ou ficaram tão doentes que tiveram que ser retiradas das listas de espera.

No entanto, tentativas de criar órgãos complexos em laboratório têm sido desafiadoras. Takanori Takebe, biólogo de células estaminais da Universidade da Cidade de Yokohama, Japão, que co-liderou o estudo, acredita que esta é a primeira vez que se produziu um órgão sólido usando células estaminais pluripotentes induzidas, que são criadas através da reprogramação da células de pele maduras para um estado semelhante ao embrionário.

Testes sobre se as gémulas de fígado poderão ajudar pacientes estão a anos de distância, diz Takebe. Para além da necessidade da experiências a prazo mais longo, ainda não é possível produzir gémulas de fígado em quantidade suficiente para transplantes humanos.

No trabalho actual, Takebe transplantou cirurgicamente em locais no crânio ou no abdómen. Futuramente, Takebe espera criar gémulas de fígado suficientemente pequenas para serem colocadas intravenosamente nos ratos e, eventualmente, em humanos. Ele também espera transplantar as gémulas para o próprio fígado, onde espera que formem pequenos túbulos de bilis, importantes para a digestão e que agora não foram observados.

 

Os investigadores produziram as gémulas de fígado a partir de três tipos de células humanas. Primeiro, coagiram as células estaminais pluripotentes induzidas a transformarem-se em tipos celulares que expressem genes do fígado. De seguida, juntaram células endoteliais do cordão umbilical e células estaminais mesenquimatosas capazes de formar osso, cartilagem e gordura. Estes tipos celulares também se juntam para formar o fígado embrionário.

“É um grande dia para a biologia do desenvolvimento", diz Kenneth Zaret, que estuda medicina regenerativa e desenvolvimento do fígado na Universidade da Pennsylvania em Filadélfia. “Ao reconstituir as interacções celulares que sabemos serem importantes para a progressão do fígado, parecem ter obtido o que parece ser tecido maduro e robusto."

O projecto começou com um fenómeno inesperado, diz Takebe. Esperando encontrar formas de vascularizar os tecidos hepáticos, ele tentou cultivar múltiplos tipos celulares e notou que começavam a auto-organizar-se em estruturas tridimensionais. A partir daí, o processo de produzir as gémulas de fígado exigiu centenas de tentativas para afinar os parâmetros de maturação e razão das células.

Zaret pensa que o trabalho das gémulas de fígado pode encorajar uma abordagem intermédia na criação de novos órgãos: “Basicamente, colocar as células todas juntas numa sala e deixá-las falar umas com as outras até formarem o órgão."

As estruturas auto-organizadas feitas a partir de células estaminais também foram observadas noutros órgãos, como o globo ocular ou mini-intestinos. Takebe acredita que a abordagem auto-organizadora também pode ser aplicada a outros órgãos, como pulmões, pâncreas e rim. 

 

 

Saber mais:

Coração de porquinho-da-índia bate com células humanas

Produzir óvulos novos em ratos velhos

Rapaz tratado com células estaminais desenvolve tumores

Próstata desenvolvida em ratos

Transplantes de órgãos sem rejeição

Coração 'fantasma' bate de mansinho

 

 

Facebook simbiotica.orgTwitter simbiotica.orgGoogle + simbiotica.orgFlikr simbiotica.orgYouTube simbiotica.org Pinterest simbiotica.org

 

Arquivo  |  Partilhar Comentar |   Busca Contacte-nos  |  Imprimir  |  Subscrever | @ simbiotica.org, 2013


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com