2013-06-17

Subject: Oceano derrete gelo antárctico a partir de baixo

 

Oceano derrete gelo antárctico a partir de baixo

 

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@ Nature/Dick Ewers/NASAPodem ser menos dramáticas que as situações em que enormes icebergues se quebram mas as interacções diárias com correntes oceânicas quentes podem ser responsáveis pela perda de mais de metade do gelo ao longo da costa antárctica.

As plataformas de gelo são parte do maior manto de gelo que se estende sobre o oceano, flutuando sobre a água salgada.

A sabedoria convencional em tempos defendeu que a quebra de grandes porções de gelo era o principal factor na condução da dinâmica das plataformas mas pesquisas recentes vieram sublinhar o papel do derretimento a partir de baixo, também chamado degelo basal.

Capitalizando os novos dados de monitorização disponíveis, bem como modelos recentes, uma equipa de cientistas liderada por Eric Rignot, da Universidade da Califórnia, Irvine, quantificou pela primeira vez este efeito para todo o continente antárctico.

Os resultados, publicados na revista Science, sugerem que as correntes oceânicas quentes estão a derreter as plataformas de gelo predominantemente em certos locais em redor do continente, representando já 55% da água de degelo anual. As descobertas vão ajudar os cientistas a lidar com questões maiores sobre a forma como a camada de gelo antárctica poderá mudar no futuro e qual a sua contribuição para uma subida global do nível do mar.

Rignot sugere que as plataformas de gelo funcionam como travões, reduzindo o lento fluxo de gelo continental para os oceanos: “Se elas se tornarem mais finas e desaparecerem, então o gelo continental vai acelerar o seu movimento em direcção ao mar."

As descobertas somam-se a um artigo publicado no ano passado na revista Nature que sugeria que correntes oceânicas conduzidas pelo vento são o principal factor na redução da espessura das plataformas de gelo mas Rignot foi o primeiro a incorporar uma panóplia de dados recentes nas suas medições, incluindo sensos aéreos em curso e uma análise abrangente de dados anteriores de satélite e outras fontes.

“Esta era uma grande falha na nossa compreensão da forma como as camadas de gelo interagiam com a sua envolvente e o que mostra é que os oceanos desempenham um papel muito mais importante do que antes se considerava", diz Hamish Pritchard, glaciologista no British Antarctic Survey em Cambridge, que liderou o estudo da Nature. Outras equipas estão a trabalhar em análises semelhantes, diz Pritchard, mas “Eric ganhou a corrida".

A análise de Rignot sugere que cerca de metade da água de degelo provém de dez pequenas plataformas de gelo ao longo do sudeste da península antárctica e da Antárctica ocidental, como a plataforma Getz (representada na fotografia). A análise também identifica degelo significativo em seis plataformas no leste antárctico. As três maiores plataformas de gelo, que representam dois terços da área de plataforma em redor da Antárctica, são responsáveis por apenas 15% do degelo basal total.

 

Mas apesar destes últimos dados salientarem a dinâmica genérica das plataformas, eles não implicam necessariamente que a perda cumulativa de gelo do continente seja superior à que antes se considerava: perto de metade das plataformas de gelo estão mais finas mas outras estão em equilíbrio ou mesmo a aumentar. Ainda assim, os autores defendem que os resultados apontam para a existência de interacções entre o gelo e o oceano que não estão a ser capturadas nos modelos computorizados.

Frank Pattyn, modelador de plataformas de gelo na Universidade Livre de Bruxelas, diz que saber as taxas de degelo basal irá ajudar a refinar os modelos mas a chave é a compreensão de como essas taxas se irão alterar ao longo do tempo, à medida que a topografia e circulação oceânicas evoluírem: “Isso é muito mais difícil de monitorizar", diz Pattyn, mas é “essencial para que os cientistas possam fazer previsões rigorosas da forma como as plataformas de gelo se irão alterar".

Rignot questiona até que ponto os modelos actuais estão à altura da tarefa de projectar a evolução a longo prazo das plataformas de gelo mas considera que os cientistas estão lentamente a construir um registo de observações que pode ajudar a localizar os processos envolvidos e, em última análise, melhorar as equações usadas: “Estamos a chegar lá mas ainda vai demorar um pouco."

 

 

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