2004-05-26

Subject: Suor mágico dos hipopótamo explicado

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Suor mágico dos hipopótamo explicado 

 

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Os coloridos segredos do suor dos hipopótamos foram descobertos: os investigadores identificaram os químicos responsáveis pelo antigo mito de que estes animais suam sangue. 

Na realidade, as secreções dos hipopótamos não são nem sangue, nem exactamente suor, mas uma mistura de pigmentos que funcionam como protector solar e antibiótico, mas também mantém a pele fresca, explica Kimiko Hashimoto, da Kyoto Pharmaceutical University. 

A secreção escarlate é familiar para quem já esteve frente a frente com um hipopótamo Hippopotamus amphibius. Cobre todo o seu dorso, focinho e atrás das orelhas, refere Craig White, tratador de hipopótamos na zoo inglês de Whipsnade Wild Animal Park, parece mesmo que estão a escorrer sangue. 

Os hipopótamos têm tendência para produzir mais da substância quando estão em terra, e não quando nadam nos rios ou lagos, diz White, estimulando a ideia de que as secreções são uma espécie de suor. Mas outros peritos sugeriram que funciona como impermeabilizante, permitindo aos adultos permanecer submersos mais de 5 minutos de cada vez. 

A equipa de Hashimoto usou pedaços de gaze para colher o fluido do focinho e dorso de dois hipopótamos, a fêmea Satsuki e o macho Jiro, ambos residentes no Ueno Zoological Garden de Tóquio.

Depois de recolhidas as amostras, a equipa japonesa analisou a sua composição química e descobriu dois pigmentos, um vermelho e outro laranja, que designaram ácido hiposudórico e ácido norhiposudórico, respectivamente. É a presença destes compostos que dá aos hipopótamos a sua aparência rosada. 

 

Tendo isolado os químicos, os investigadores resolveram testar a teoria de que funcionam tanto como protector solar como antibiótico. Depois de examinarem que quantidade do espectro solar era absorvido pelos pigmentos, concluíram que estes realmente protegem dos raios ultravioletas. 

O pigmento vermelho também restringe o crescimento das bactérias patogénicas Pseudomonas aeruginosa e Klebsiella pneumoniae, mostrando que a mistura também é realmente antibiótica. 

Esta dupla função pode ser útil para os animais, que vivem na África central, principalmente no vale do Nilo. Passam muito tempo ao sol directo e combatem, frequentemente com grande violência, com outros hipopótamos rivais, o que os deixa com cicatrizes e ferimentos expostos a infecções. 

Isolados, os compostos agora descobertos mostraram-se muito instáveis, revela a equipe de Hashimoto, mas os hipopótamos são capazes de manter a sua tonalidade vermelha-sangue durante várias horas, antes que esta perca o seu lustre. Os investigadores suspeitam que muco segregado juntamente com os pigmentos podem ajudar a retardar a sua descoloração. 

 

 

Saber mais:

Nature

Kyoto Pharmaceutical University

 

 

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