2013-05-27

Subject: Nova gripe das aves transmite-se facilmente em animais modelo

 

Nova gripe das aves transmite-se facilmente em animais modelo

 

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@ Nature/Ray Young/PhotoshotUm estudo sobre a nova estirpe de gripe das aves H7N9 que já matou 36 pessoas na China descobriu que o vírus se transmite entre furões. Segundo os autores, as descobertas sugerem que o H7N9 pode tornar-se capaz de passar de pessoa para pessoa, apesar de até agora o vírus não ter mostrado sinais de o fazer.

A equipa de investigadores, chineses, canadianos e americanos, inocularam seis furões e quatro porcos com H7N9 isolado de um caso humano fatal de Xangai e todos os animais ficaram infectados.

Contando com o Homem, são agora três as espécies de mamíferos que podem ser infectadas com o vírus H7N9. Testes em outras espécies, incluindo animais de companhia como cães e gatos, poderão dar uma melhor ideia do leque de hospedeiros potenciais do vírus.

O vírus H7N9 transporta mutações que lhe permitem infectar mamíferos, incluindo humanos, mais facilmente que o seu parente também causador de gripe das aves H5N1. Tem havido uma inexplicável acalmia no surgimento de novos casos desde 7 de Maio mas os peritos temem que seja uma trégua temporária.

As infecções noutras espécies de mamíferos podem fornecer ao vírus novas oportunidades para mutar e se adaptar ainda mais. Os porcos podem ser simultaneamente infectados com a gripe suína e humana, permitindo ao vírus trocar genes e criar novas estirpes, apesar de uma extensa recolha de amostras na China não ter encontrado, até agora, porcos infectados com H7N9.

Para testar se o vírus H7N9 se pode transmitir entre furões por contacto directo, os investigadores dividiam seis furões infectados em pares e colocaram cada par numa gaiola com outro furão não infectado. Todos os furões saudáveis ficaram infectados.

Três outros furões não infectados foram colocados em gaiolas afastadas 10 centímetros dos furões infectados, para testar a capacidade de transmissão por via aérea. Um desses furões ficou infectado e outro revelou a presença de anticorpos para o H7N9, um sinal de que tinha sido exposto ao vírus.

Os resultados da investigação foram publicados online na revista Science.

A relativa facilidade de transmissão entre furões surge em contraste com o que tem sido observado, até agora, nos surtos humanos primeiro relatados em Março. É possível que a transmissão pessoa a pessoa tenha ocorrido em três agregados familiares de casos de H7N9 mas até agora não há evidências concretas de que tal tenha acontecido.

Malik Peiris, virologista de gripe na Universidade de Hong Kong e co-autor deste último estudo, considera que todos os vírus de gripe que se transmitem entre humanos também se transmitem por via aérea entre furões. Infecções de gripe que não se transmitem facilmente entre humanos, como a do H5N1, não se transmitem por via aérea entre furões. 

 

Assim, o que este último estudo vem mostrar, diz ele, "é que este vírus está mais próximo de adquirir a capacidade de se transmitir humano a humano do que outras estirpes candidatas a pandémicas que andam por aí, mas não tão transmissível como os vírus da verdadeira gripe sazonal ou do H1N1 pandémico de 2009".

Os sintomas de gripe dos furões limitam-se aos espirros, tosse, corrimento nasal e letargia ligeira, em contraste com os sintomas severos da doença observados em humanos. Apesar dos furões revelarem muitos dos aspectos das infecções da gripe humana, os animais são um "modelo imperfeito" para a virulência da gripe em humanos, diz Frederick Hayden, virologista da gripe na Universidade da Virginia em Charlottesville.

"É evidente que o melhor estudo das doenças humanas tem que ser feito em humanos com a doença" mas os estudos com furões complementam-nos, diz Peiris. Ele também salienta o facto de os dados de autópsias dos casos humanos de H7N9 serem escassos e frequentemente reflectirem a infecção de estádio tardio, logo não capturam os primeiros estádios da doença. 

Dados de humanos infectados, de culturas de células humanas e de experiências com animais modelo, "todos fornecem importantes e diferentes dimensões para as questões com que lidamos", diz Peiris. “Nenhuma abordagem única pode fornecer todas as respostas." 

 

 

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