2004-05-25

Subject: Avistado leopardo solitário na Geórgia

News of the Wild

 

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Em destaque:

Avistado leopardo solitário na Geórgia 

 

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Um único leopardo foi descoberto na antiga república soviética da Geórgia, anos depois dos grandes felinos terem sido considerados extintos na área. Os zoólogos foram alertados por pegadas na reserva de Vashlovani, que pareciam demasiado grandes para pertencerem a linces. O leopardo, agora denominado Noah, foi posteriormente captado por câmaras remotas. 

Apesar de Noah ser o único leopardo a ser avistado na área desde 1954, muitos temem que esteja em perigo eminente devido aos caçadores furtivos. 

Há milhares de anos, os parentes próximos dos leopardos africanos e asiáticos vagueavam pela Europa, atingindo mesmo latitudes tão a norte como o Reino Unido. Os seus números no Cáucaso eram ainda mais elevados, originando um papel importante no folclore e mitologia locais. 

No entanto, o aumento da população humana, com o seu gosto pela caça, teve graves consequências para ao leopardo georgiano, que se encaminhou para a extinção. No início do último século, os naturalistas descreviam raros avistamentos do felino nas montanhas caucasianas, mas estes foram rareando e um leopardo morto no centro do país há 50 anos tinha sido considerado o último do seu género. 

Mas no final dos anos 90 do século passado, os rumores começaram, com os locais a referirem felinos de grande porte na zona. Foi o suficiente para que a Noah's Ark Centre for the Recovery of Endangered Species (Nacres) lançar um projecto de investigação, que durante anos nada descobriu. 

Depois de muitos anos de investigação, estávamos prestes a desistir de encontrar leopardos novamente, explica o zoólogo da Nacres Levan Butkhuzi, mesmo apesar das histórias dos camponeses. Então, no Inverno de 2003, os zoólogos da Nacres Bejan Lortkipanidze e George Darchiashvili descobriram pegadas suspeitosamente grandes na reserva estatal de Vashlovani. 

NoahRecolheram moldes de gesso e enviaram-nos para peritos em leopardos asiáticos para identificação. Os resultados foram positivos, e o leopardo, nomeado segundo a organização que o descobriu, foi capturado em imagem. No entanto, de forma alarmante, também os caçadores furtivos foram capturados em imagem. 

Temos grande receio que Noah possa ser morto, refere Butkhuzi. A caça furtiva é um gigantesco problema e o último leopardo que vimos, em 1954, também foi morto por caçadores furtivos. 

Por esse motivo, a Nacres está desesperadamente em busca do resto da população de leopardos e mobilizar os esforços de protecção, antes que o leopardo da Geórgia realmente desapareça de vez. Temos esperança que o público entenda como isto é importante, e da necessidade da sua preservação, continua Butkhuzi, este é um verdadeiro tesouro para a Geórgia e para o Cáucaso. 

 

Outras Notícias:

Nova esperança para o lince ibérico

 

A televisão espanhola emitiu as primeiras imagens do primeiro lince ibérico nascido em cativeiro. A cria de 3 semanas de idade nasceu no centro de conservação da natureza de Sierra de Fuentes e não tinha sido avistado antes pois a mãe não permitia que ninguém se aproximasse. 

Uma combinação de factores levou o lince ibérico ao limiar da extinção. Um é o colapso da população de coelhos, sua presa principal, após a introdução da mixomatose para controlar o seu efectivo. A destruição do seu habitat de azinheiras e oliveiras mediterrâneas é também crucial, associada, por sua vez, ao aumento da utilização de rolhas plásticas e de rosca na industria do vinho. 

A World Conservation Union, IUCN, revelou que o lince ibérico estava a travar uma luta desesperada pela sobrevivência e era uma corrida contra o tempo evitar a sua extinção. Pensa-se que existam menos de algumas dezenas de linces em duas áreas distintas de Espanha e Portugal. 

Existem outras duas espécies de linces, nenhuma delas ameaçada, o canadiano e o da Eurásia, duas vezes maior que o ibérico. 

A IUCN exigiu a restauração de efectivo populacional de coelhos, bem como a criação de um programa acelerado de reprodução em cativeiro. 

Na altura, Peter Jackson, antigo presidente do grupo especializado em felinos da IUCN, referiu que o programa de procriação ainda não tinha produzido resultados, pois os linces nunca tinham sido mantidos em zoos. 

Se o lince se extinguir, será o primeiro felino a desaparecer desde o tempo do tigre dentes de sabre, há mais de 10000 anos, acrescentou Jackson. Agora, os conservacionistas têm esperança que o recente nascimento não seja único e possa garantir a sobrevivência do lince ibérico. 

 

 

Saber mais:

Nacres

WWF

Lince ibérico em risco eminente

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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