2013-05-15

Subject: Bactéria intestinal pode combater obesidade e diabetes

 

Bactéria intestinal pode combater obesidade e diabetes

 

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@ Nature/Michelle D. Milliman/ShutterstockO intestino é lar de incontáveis bactérias diferentes, um ecossistema complexo que desempenha um papel activo numa variedade de funções corporais.

Num estudo publicado esta semana na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, uma equipa de investigadores descobre que, em ratos, apenas uma dessas bactérias desempenha um papel crucial no controlo da obesidade e de perturbações metabólicas como a diabetes tipo 2.

A bactéria Akkermansia muciniphila digere muco e compõe 3 a 5% dos microrganismos no intestino de um mamífero saudável mas no intestino de humanos e ratos obesos ou com diabetes tipo 2 está presente a níveis muito inferiores. A equipa liderada por Patrice Cani, que estuda a interacção entre bactérias intestinais e o metabolismo na Universidade Católica de Louvain, Bélgica, decidiu investigar esta ligação.

Ratos alimentados com uma dieta rica em gorduras, descobriram os investigadores, apresentavam 100 vezes menos A. muciniphila no seu intestino que ratos com dietas normais. Os investigadores foram capazes de restaurar níveis normais da bactéria alimentando os ratos com A. muciniphila viva e com alimentos probióticos, que encorajam o crescimento de microrganismos intestinais.

Os efeitos deste tratamento foram dramáticos. Quando comparados com os animais não tratados, os ratos perderam peso e tinham uma melhor razão de gordura e massa corporal, bem como uma redução da resistência à insulina e uma camada mais espessa de muco intestinal. Também revelaram melhorias num conjunto de outros indicadores relacionados com a obesidade e as perturbações metabólicas.

“Descobrirmos um factor em comum específico entre todos os diferentes parâmetros que andávamos a investigar nos últimos 10 anos", diz Cani.

A equipa de Cani começou a desvendar o complicado mecanismo pelo qual a bactéria pode influenciar o metabolismo. Restaurar os níveis normais de A. muciniphila levou ao aumento do nível intestinal de endocanabinóides, moléculas sinalizadoras que ajudam a controlar os níveis de glucose no sangue e mantêm as defesas do intestino contra microrganismos patogénicos.

A A. muciniphila também parece manter um 'diálogo' com as células do endotélio do intestino e com o sistema imunitário, diz Cani, enviando um sinal que afecta a produção de moléculas antibacterianas e aumenta a produção de muco. Parece que a bactéria está a dizer ao hospedeiro que irá lidar com com microrganismos invasores patogénicos em troca de mais alimento, acrescenta ele.

 

Cani “acredita convictamente" que a A. muciniphila pode um dia ser usada no tratamento de perturbações como a obesidade, diabetes e colite em humanos: “Há tanta evidência na literatura que associa esta bactéria a perturbações."

Randy Seeley, investigador de obesidade na Universidade de Cincinnati no Ohio, diz que é “ridiculamente fixe" que a ciência possa agora associar aspectos específicos do nosso microbioma a funções específicas e está muito optimista que o trabalho conduza a tratamentos úteis para humanos, ainda que daqui a algum tempo. “O que temos de compreender é qual a melhor forma de alterar a flora intestinal, não basta atirar para lá bactérias, elas assim não ficam."

O facto d eo sistema imunitário poder estar envolvido na interacção entre a A. muciniphila e o corpo, acrescenta Seeley, abre uma intrigante possibilidade para outra forma de manipular as bactérias do intestino: “Haverá alvos de medicamentos que o acompanham."

 

 

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