2013-05-13

Subject: Maioria dos europeus partilha ancestrais recentes

 

Maioria dos europeus partilha ancestrais recentes

 

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@ Nature/Alan Collins / AlamySejam eles sérvios ou suíços, finlandeses ou franceses, quaisquer dois europeus provavelmente têm muitos ancestrais comuns que viveram há cerca de mil anos.

Um senso genómico de 2257 pessoas de 40 populações descobriu que os humanos com ancestralidade europeia são mais fortemente aparentados do que antes se considerava, o que pode ajudar a obter uma nova visão da história europeia.

Os primeiros esforços para seguir a ancestralidade humana através do DNA dependiam de marcadores genéticos uniparentais, ou seja, sequências de DNA mitocondrial herdado apenas pela linhagem materna ou o cromossoma Y herdado pelos homens dos seus pais.

Esses estudos capturaram as pinceladas gerais da história humana, como a migração do Homo sapiens para fora de África há menos de 100 mil anos e a subsequente colonização da Europa e da Ásia. Mas os marcadores uniparentais fazem muito pouco pelo conhecimento da história mais recente, em parte porque representam apenas uma linhagem da árvore genealógica, como avó, mãe e neta, por exemplo.

Nos últimos anos, os investigadores analisaram o resto do genoma, o DNA nuclear que provém de ambos os progenitores, para compreender a ancestralidade. No último estudo, o geneticista populacional Peter Ralph, agora na Universidade do Sul da Califórnia, Los Angeles, e Graham Coop, da Universidade da Califórnia, Davis, analisaram todo o genoma para reconstruir a ancestralidade europeia e publicaram o seu trabalha na revista PLoS Biology.

A abordagem dos investigadores depende da forma como os genes são baralhados em cada geração, quando um indivíduo forma novos óvulos ou espermatozóides a partir dos cromossomas que recebeu da mãe e do pai. Em resultado deste processo meiótico e de fecundação, o genoma de cada indivíduo é formado por segmentos dos cromossomas dos seus ancestrais. 

A localização onde as sequências de DNA são trocadas de cada vez que isto acontece são diferentes, logo os segmentos ininterruptos de DNA que um indivíduo transmite vão sendo cada vez menores em cada geração. Por exemplo, segmentos de DNA partilhados entre primos direitos são maiores do que os partilhados por primos em segundo ou terceiro grau.

As companhias de sequenciação de genes, como a 23andMe de Mountain View, Califórnia, usam esta propriedade para relacionar primos distantes inscritos nas suas bases de dados. Ralph e Coop procuraram parentes ainda mais distantes identificando segmentos do genoma partilhados por pessoas que vivem por toda a Europa e, ao analisar o comprimento destes segmentos, os investigadores conseguiram determinar aproximadamente quando o ancestral comum desses primos distantes tinha vivido.

 

Eles descobriram ancestrais comuns tão recentes como de há 500 anos entre populações. Segmentos mais antigos de DNA, no entanto, ligam europeus geograficamente mais distantes entre si.

O trabalho também revelou assinaturas genéticas de eventos cruciais na história da Europa, como a migração dos Hunos para a Europa de leste no século IV e o posterior surgimento dos eslavos nessa zona. Os actuais habitantes da Europa de leste partilham muitos ancestrais que viveram há cerca de 1500 anos, descobriram Ralph e Coop. Entretanto, os italianos estão ligados a outras populações europeias por indivíduos que viveram há mais de 2000 anos, talvez em resultado do isolamento geográfico do país.

Estudos como este têm o potencial de resolver questões históricas antigas, diz Coop. Não era claro, por exemplo, se a expansão das línguas eslavas tinha sido conduzida pela migração de povos eslavos, difusão cultural ou ambas. Os estudos genéticos “podem dizer-nos de que forma as pessoas se deslocaram, em vez de dependermos dos registos escritos", diz Coop. 

 

 

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