2013-05-12

Subject: Hormona do sangue devolve juventude a corações de ratos velhos

 

Hormona do sangue devolve juventude a corações de ratos velhos

 

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@ Nature/Matthijs Kuijpers/AlamyInvestigadores identificaram uma hormona sanguínea que faz os corações envelhecidos de ratos parecerem novamente jovens.

Os autores do estudo consideram que as suas descobertas oferecem grande potencial terapêutico para o tratamento de doenças cardíacas associadas ao envelhecimento, uma causa cada vez mais frequente de falência cardíaca.

A proteína, conhecida por factor de diferenciação de crescimento 11 (GDF11), circula em altas concentrações no sangue de ratos jovens mas diminui com a idade. Num estudo agora publicado na revista Cell, os investigadores relatam que ratos idosos tratados com a proteína revelam uma reversão no envelhecimento dos tecidos do coração.

“Parece-me um resultado espantoso que, pela primeira vez, aponta uma proteína excretada que mantém o coração num estado jovem", diz o cardiologista Deepak Srivastava, director do Instituto Gladstone de Doenças Cardiovasculares em San Francisco, Califórnia, que não esteve envolvido no estudo. “É realmente incrível."

Com a idade e algumas formas de stress, como pressão sanguínea elevada de longa duração, o músculo cardíaco torna-se rígido e não consegue relaxar adequadamente entre batimentos, tornando-se espesso, um problema conhecido por hipertrofia. Quando o coração fica espesso e rígido, não é capaz de se encher correctamente e o sangue reflui para os pulmões, provocando falta de ar. Há poucos, se alguns, tratamentos viáveis para esta forma de falência cardíaca, mais comum nos idosos.

Os investigadores, sediados no Massachusetts, estavam a usar uma técnica cirúrgica que funde os sistemas circulatórios de ratos jovens e velhos. Quando os ratos velhos foram expostos ao sangue em circulação de ratos jovens durante 4 semanas, os corações velhos tornaram-se notoriamente mais pequenos e mais semelhantes em aparência aos dos ratos jovens, sugerindo que o tecido tinha rejuvenescido.

“Mesmo a um nível anatómico grosseiro, os corações estavam claramente a responder a um factor no sangue dos ratos jovens”, diz Amy Wagers, bióloga de células estaminais no Instituto Médico Howard Hughes que trabalha na Universidade de Harvard em Cambridge, Massachusetts, uma das autoras principais do estudo. “Soubemos logo que precisávamos de encontrar a substância no sangue e iniciámos o longo processo de tentar identificar qual seria."

Usando uma técnica de análise de proteínas em colaboração com a companhia de biotecnologia SomaLogic de Boulder, Colorado, a equipa identificou a GDF11 como a proteína que diminui nos ratos em envelhecimento. A GDF11 pertence à família de proteínas que está implicada em vários processos de cura e desenvolvimento, diz Wagers. Quando os investigadores injectaram a GDF11 em ratos velhos, restaurando os níveis da proteína no sangue a valores semelhantes aos de ratos jovens, os ratos velhos sofreram uma reversão do espessamento do tecido muscular cardíaco. As células musculares cardíacas também diminuíram de tamanho.

 

“Fizémos isto como um tiro no escuro a ver se havia algum caminho que nos desse alguma pista para o processo de envelhecimento do coração", diz Richard T. Lee, cardiologista no Hospital Feminino Brigham em Boston, Massachusetts e do Instituto de Células Estaminais de Harvard, outro dos autores principais do estudo. “Ficámos totalmente espantados quando funcionou."

As descobertas sugerem que a GDF11 é o factor circulante que “essencialmente previne o surgimento no coração do fenótipo 'velho'", diz Lee. “Então, quando o rato envelhece, acreditamos que este sistema hormonal falha."

Jonathan Epstein, cardiologista e biólogo do desenvolvimento na Universidade da Pensilvânia em Filadélfia, diz que o estudo é “provocador" e pode fornecer importantes informações sobre a falência cardíaca associada ao envelhecimento. Mas alerta para o facto de a pesquisa não revelar se a aparência mais jovem do coração em ratos velhos, produzida pela GDF11, significa que a função cardíaca ou a sobrevivência melhora. Lee refere que a sua equipa está iniciar estudos para testar se a proteína tem realmente benefícios funcionais.

Wagers, Lee e a sua equipa também tencionam estudar se a GDF11 tem efeitos semelhantes em humanos e se a proteína pode mediar o processo de envelhecimento noutros tecidos de rato. “Estamos a trabalhar febrilmente em diferentes sistemas", diz Lee, “e temos muita esperança que não se trate apenas de mais uma história cardíaca."

 

 

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