2004-05-24

Subject: Aspirina pode roubar libido aos machos

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Aspirina pode roubar libido aos machos 

 

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As mulheres grávidas que tomam aspirinas podem produzir filhos com libidos invulgarmente baixas, sugere um estudo com ratazanas. Não é claro que um efeito semelhante possa ocorrer no Homem, mas a investigação reforça a necessidade de prudência na tomada de medicamentos durante a gravidez. 

As ratazanas grávidas beberam água contendo aspirina solúvel durante duas semanas, perto da altura do parto. Quando os seus filhos cresceram, o seu desejo sexual não o acompanhou. 

Os machos foram mais lentos a iniciar a sua actividade sexual que os que nasceram de ninhadas normais, levando o dobro ou o triplo do tempo para copular com as fêmeas. Eram igualmente menos capazes de penetrar as fêmeas e também menos capazes de ejacular, relatam os investigadores na revista Nature Neuroscience

As ratazanas grávidas tomaram uma dose diária equivalente à dose que um humano tomaria para aliviar uma dor de cabeça. Mesmo assim, não considero que haja razão para pânico, diz o psicólogo Marc Breedlove, da Michigan State University, que não esteve directamente envolvido no estudo. Trata-se de um efeito muito subtil mesmo em ratazanas, mas recorda as mulheres grávidas que é melhor ter certas cautelas. 

A Aspirina baixa os níveis de prostaglandinas, um grupo de moléculas químicas conhecidas por afectar as reacções de reconhecimento celular e inflamatórias. Esta é a primeira vez que as prostaglandinas foram implicadas no desenvolvimento cerebral, refere a co-autora do estudo Margaret McCarthy, da Universidade do Maryland. 

Mas muitos outros medicamentos de venda livre também afectam as prostaglandinas. Milhões de pessoas tomam regularmente drogas para as úlceras, para dores várias e artrite, muitas das quais afectam o nível de prostaglandinas da mesma forma. Existem muitas prostaglandinas, que fazem muitas coisas que não entendemos, diz McCarthy. Os novos resultados ilustram a necessidade de desenvolver drogas que tenham alvo prostaglandinas específicas, de forma a que efeitos colaterais indesejados possam ser evitados. 

O estudo lança alguma luz sobre a forma como o cérebro se torna macho ou fêmea. No início do seu desenvolvimento, os cérebros de ambos os sexos são iguais, mas mais tarde surgem as diferenças, por exemplo, a região designada núcleo sexualmente dimórfico é até 7 vezes maior nos cérebros dos machos que nos das fêmeas. 

 

O cérebro de um feto torna-se macho à medida que as gónadas produzem hormonas sexuais masculinas, inundando o cérebro de testosterona. Por sua vez, esta é convertida em estrogénio, que conduz o desenvolvimento das características masculinas. No entanto, ainda não é clara a forma como os estrogénios desencadeia a masculinização. 

Dado que as drogas que reduzem os níveis de prostaglandinas inibem o desenvolvimento do comportamento sexual dos machos, McCarthy acredita que as prostaglandinas devem estar envolvidas na informação que diz ao cérebro de que sexo deve ser. 

A sua equipa levou a cabo uma segunda experiência que apoia esta teoria. A equipa queria saber como níveis elevados de prostaglandinas iriam afectar o desenvolvimento feminino, pelo que injectaram ratazanas fêmea recém-nascidas com um tipo de prostaglandinas designadas PGE2. Quando os animais cresceram, o seu comportamento sexual era semelhante aos dos machos, montando outras fêmeas e tentando acasalar com elas. 

A estrutura do seu cérebro era, também, subtilmente diferente. As fêmeas tratadas com PGE2 apresentavam maior número de sinapses na área do cérebro relacionada com a função sexual. Assim, os investigadores pensam que as prostaglandinas afectam o comportamento alterando as ligações entre neurónios. 

As drogas que aumentam os níveis de prostaglandinas são por vezes dadas a crianças com um tipo particular de defeito cardíaco, mas é necessário ter grande cuidado de forma a que estas substâncias não tenham efeitos posteriores, alerta McCarthy.

 

 

Saber mais:

Brain size matters for sex

Embryo brain shows sex signs early

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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