2003-10-19

Subject: Pastagens submarinas em perigo

 

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Em destaque:

Pastagens submarinas em perigo 

 

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Foi conhecido esta semana o primeiro mapa mundial da distribuição das pastagens submarinas, onde se pode observar que mais de 15% da sua área total foi perdida nos últimos 10 anos. O mapa é o resultado do trabalho do programa ambiental das nações Unidas (Unep-WCMC), sediado em Cambridge.

As pastagens submarinas são formadas por plantas angiospérmicas, não algas, e localizam-se em águas pouco profundas ao largo da costa. Fornecem um importante habitat para uma grande variedade de vida marinha e ajudam a combater a erosão causada pelo mar. 

As pastagens submarinas do mundo cobrem cerca de 177000 quilómetros quadrados. Esta estimativa deve ser inferior ao real pois não houve um reconhecimento credível ao largo das costas de África e da América do sul. 

Existem cerca de 60 espécies de ervas marinhas nestes vastos prados submarinos, tanto em águas tropicais como temperadas. O seu tamanho varia entre 2-3 cm a mais de 4 metros de comprimento, como as presentes no mar do Japão. 

Estes prados são o lar de peixes, manatees, dugongs e tartarugas verdes, e fornecem habitat a muitos outros tipos de plantas. Protegem os recifes de coral pois mantêm os sedimentos aprisionados, limpam a água e protegem a costa de tempestades violentas.

No entanto, segundo os autores deste estudo, as ervas marinhas estão a ser sistematicamente destruídas pelas escorrências de sedimentos derivados da acção do Homem em terra, bem como actividades de recreio, drenagem de zonas costeiras e certos métodos de pesca. Segundo o estudo, as pastagens submarinas são um ecossistema vital que tem sido totalmente descurado. 

Poucos são os locais onde as pastagens submarinas são protegidas. Sabe-se agora que muitas espécies de peixe visitam este habitat durante parte do seu ciclo de vida, pelo que o impacto económico da sua destruição pode ser devastador. Estas zonas são também fundamentais no ciclo climático e oceânico do carbono. 

O público tem sido fundamental para a protecção de animais como o cavalo-marinho, tartarugas marinhas e dugongs, mas é crucial que o seu habitat natural seja igualmente protegido, embora os seus benefícios intrínsecos sejam menos óbvios. 

 

 

 

Outras Notícias:

Nações Unidas lançam Alerta sobre o dugong

 

Cientistas alertam para o perigo que o animal que inspirou a lenda das sereias corre, com o acentuado declínio que está a sofrer o seu efectivo a nível mundial. 

Os dugongs são considerados indicadores chave da saúde do seu ambiente, alertando para ameaças a outras espécies. Já desapareceram totalmente de muitos locais, nomeadamente das ilhas Maurícias, Seychelles, Sri Lanka, Maldivas, partes do Japão, estuário do rio das Pérolas, várias partes das Filipinas, Camboja e Vietname. 

A situação nas costas orientais africanas é particularmente alarmante, sendo o local das próximas extinções, se nada for feito urgentemente. Os dugongs africanos correm maior perigo de extinção que os seus elefantes, comentou um dos autores deste estudo. 

As principais causas desta situação são a poluição de fontes terrestres, projectos de desenvolvimento costeiro, tráfico marítimo e redes de arrasto. São ainda caçados para carne, amuletos ou troféus. 

Os dugongs são herbívoros e dependem quase por inteiro das pastagens submarinas de ervas. Estas plantas necessitam de abundante luz e estão a ser sufocadas pelas lamas e pelos herbicidas usados na agricultura. 

Dugong   Doug Perrine/Seapics.com

 

 

Saber mais:   

Seagrasses.Org

United Nations Environment Programme

 

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@ Born to be Wild, 2003


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