2013-04-22

Subject: Tempestade pode ter desencadeado réplicas sísmicas

 

Tempestade pode ter desencadeado réplicas sísmicas

 

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@ Nature/Jeff Schmaltz, LANCE/EOSDIS Rapid Response/NASAO furacão Irene, uma poderosa tempestade que percorreu para norte a costa leste dos Estados Unidos cinco dias depois de um sismo de magnitude 5,8 ter abalado a Virginia, pode ter desencadeado algumas das réplicas do sismo, relataram os cientistas no encontro anual da Sociedade de Sismologia da América em Salt Lake City, Utah.

A taxa de réplicas geralmente diminui com o tempo, refere o líder do estudo Zhigang Peng, sismólogo no Instituto de Tecnologia da Georgia em Atlanta, mas em vez de seguir o padrão normal de declínio, a taxa de réplicas do sismo de 23 de Agosto de 2012 perto de Mineral, Virginia, aumentou abruptamente com a passagem do Irene.

Inicialmente os cientistas não se aperceberam do padrão invulgar, disse Peng, pois as réplicas eram pequenas (muitas abaixo de magnitude 2) e o próprio furacão produziu muito ruído sísmico: “Temos que usar uma técnica de reconhecimento de padrões para detectar as pequenas réplicas por baixo deste ruído."

A sua equipa usou precisamente essa abordagem para examinar os registos sísmicos dos dias que se seguiram ao sismo principal, identificando cerca de 700 réplicas, mais ou menos 10 vezes mais do que tinha sido anteriormente relatado usando técnicas de detecção menos sensíveis.

Peng e o estudante de graduação do Georgia Tech Xiaofeng Meng compararam seguidamente os tempos das réplicas com medições de pressão atmosférica na zona do terramoto, testando a sua hipótese de que uma redução de pressão causada pelo percurso da tempestade ao longo da costa leste pudesse ter reduzido as forças na falha o suficiente para lhe permitir deslizar. Esse efeito seria particularmente forte para uma falha convergente, como a envolvida no terramoto da Virginia, diz Meng. Nesse tipo de falha, um bloco desliza sobre outro à medida que os dois blocos colidem.

Mas a equipa não encontrou o maior aumento na taxa de réplicas no momento em que a pressão barométrica estava no mínimo. Pelo contrário, o grande pico surgiu algumas horas depois, à medida que a tempestade se afastava. Isso pode indicar que a pressão atmosférica não foi o mecanismo pela qual a tempestade desencadeou as réplicas, diz Peng, mas ele está confiante que houve alterações na taxa de réplicas com a passagem da tempestade.

 

O novo estudo não é o primeiro a examinar a potencial ligação entre furacões e actividade sísmica. Shimon Wdowinski, sismólogo na Universidade de Miami, Florida, considera ter descoberto uma forte correlação entre os ciclones tropicais extremamente húmidos que atingem Taiwan e grandes sismo que ocorrem até três anos depois. Ele pensa que a erosão de resíduos de deslizamentos de terras no rescaldo desse tipo de tempestade desencadeia uma alteração na carga das falhas, eventualmente produzindo um sismo.

Esse trabalho ainda não foi publicado mas outro estudo de investigadores americanos e de Taiwan encontrou uma associação semelhante entre sismos lentos (que ocorrem ao longo de horas ou mesmo dias) e os ciclones tropicais de Taiwan.

Ainda assim, Martin Chapman, sismólogo no Instituto Politécnico da Virginia e da Universidade Estadual em Blacksburg, considera demasiado cedo indicar o clima como causa das réplicas do sismo de 2012 na Virginia. Outros factores, como as forças da maré lunar, também podem estar em jogo, diz ele. 

De facto, os dados de Peng mostram alguns sinais de um padrão cíclico que pode correlacionar-se com padrões de maré. Chapman refere que o próximo passo é comparar estas forças com o padrão de réplicas descoberto pela equipa de Peng e verificar se tiveram algum papel.

Peng concorda: “Basicamente, é o estudo de um único caso. Temos esperança de conseguir fazer o mesmo para outros eventos também."

 

 

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