2013-04-06

Subject: Anticorpos evoluem contra HIV

 

Anticorpos evoluem contra HIV

 

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@ Nature/CDC/ C. Goldsmith, P. Feorino, E. L. Palmer, W. R. McManusPela primeira vez, os cientistas seguiram a evolução num paciente de uma potente molécula imunitária que reconhece muitas estirpes diferentes de vírus HIV.

Ao revelar como essas moléculas, os anticorpos neutralizantes de largo espectro, se desenvolvem, a pesquisa pode ajudar os esforços para fabricar vacinas que desencadeiem anticorpos semelhantes que protejam as pessoas da infecção por HIV.

A equipa de investigadores, liderada por Barton Haynes, da Escola de Medicina da Universidade Duke em Durham, Carolina do Norte, descobriu que os anticorpos neutralizantes de largo espectro se desenvolveram apenas depois de a população de vírus no paciente se ter diversificado, algo que já se suspeitava que acontecesse mas não tinha ainda sido observado. A equipa relatou as suas descobertas no website da revista Nature.

“Esta é realmente uma bela demonstração", diz William Schief, engenheiro de proteínas especializado em concepção de vacinas no Instituto de Investigação Scripps de La Jolla, Califórnia. “Coloca a questão para o campo das vacinas de que quantidade dessa diversidade viral precisamos de incorporar nos nossos regimes de vacinas para desencadear a acção dos anticorpos neutralizantes de largo espectro."

O HIV muta tão frequentemente que tem sido extremamente difícil conceber vacinas que reconheçam um número suficiente de estirpes para serem eficazes. Na última década, quem tem tentado criar vacinas contra o HIV tem tentado fazer progressos estudando os anticorpos neutralizantes de largo espectro, na esperança de compreender o que dá a estas moléculas a sua capacidade de se ligar e reconhecer tantos vírus HIV diferentes.

Mas fazer com que células humanas produzam anticorpos neutralizantes de largo espectro tem sido mais difícil do que os investigadores previam, pois estes são invulgarmente complexos e normalmente desenvolvem a sua potência contra o HIV muito depois deste ter estabelecido a infecção no corpo.

O anticorpo que Haynes e o seu colega descrevem agora, baptizado CH103, reconhece menos estirpes de HIV do que alguns outros anticorpos neutralizantes de largo espectro, como os da classe VRC01, mas o CH103 é menos complexo que os anticorpos antes relatados e eles esperam que isso o torne mais fácil de invocar com uma vacina.

“A mensagem que o nosso artigo quer passar é que os anticorpos neutralizantes de largo espectro não precisam de ser tão complexos como se pensava e, por isso, podem ser mais facilmente induzidos", diz Haynes.

A equipa descobriu o CH103 no corpo do paciente 136 semanas após a infecção. Os investigadores regressaram às amostras arquivadas do sangue do paciente e procuraram anticorpos semelhantes e cópias do vírus presente durante o curso da sua infecção. 

 

Ao faze-lo, a equipa foi capaz de seguir o anticorpo e o vírus à medida que co-evoluiam e de detectar a forma ancestral do anticorpo (o precursor produzido pelos linfócitos B) que sofreu maturação para se tornar um anticorpo neutralizante. Isto pode ajudar a equipa de Haynes a conceber proteínas de vacina, conhecidas por imunogénios, que desencadeiem a produção pelo corpo de anticorpos neutralizantes como o CH103.

Separadamente, a equipa liderada por Schief relatou a 28 de Março que tinha criado um imunogénio que se liga a anticorpos neutralizantes da classe VCR01. Os investigadores usaram design computacional baseado na estrutura e um método de detecção para identificar os imunogénios capazes de reconhecer muitos precursores diferentes dos anticorpos VRC01.

O próximo desafio do campo, diz Schief, será descobrir se estes imunogénios conseguem invocar os precursores dos anticorpos CH103, VRC01 ou outros anticorpos neutralizantes em pessoas ou em ratos com sistemas imunitários humanizados.

“A grande questão agora é, uma vez activada a célula B precursora, de que forma se desencadeia a sua maturação para que produza o anticorpo neutralizante de largo espectro?, diz Schief.

Tanto Schief como Haynes dizem que o campo provavelmente precisa de encontrar formas de simular o surto de diversidade viral que pode ser necessária para desencadear esse processo de maturação, talvez vacinando com combinações ou séries de diferentes imunogénios.

 

 

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