2013-03-27

Subject: Isolamento social reduz esperança de vida

 

Isolamento social reduz esperança de vida

 

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@ Nature/Westend61/GettyHá muito que os cientistas sabem que o isolamento social e o sentimento de solidão podem aumentar o risco de doença e morte nos humanos mas tem sido menos claro se o isolamento, que conduz à solidão, mina a saúde ou se ambos os factores por si só são capazes de reduzir o bem-estar.

Agora, investigadores relatam na última edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences que a limitação do contacto com a família, amigos e comunidade prevê doença e morte antecipada, independentemente de ser, ou não, acompanhada pelo sentimento de solidão.

Os cientistas analisaram dados de 6500 pessoas com  idade superior a 52 anos inscritos no Estudo Longitudinal Inglês do Envelhecimento, que monitoriza a saúde, o bem-estar social e a longevidade das pessoas que vivem em Inglaterra.

Os investigadores avaliaram o isolamento social com base na quantidade de participantes que relataram contacto com a família, amigos e organizações cívicas, e seguidamente estimaram a solidão através de um questionário. Seguiram também a doença e a mortalidade dos participantes do estudo entre 2004 e 2012. 

A equipa descobriu que o isolamento social estava correlacionado com maior mortalidade, mesmo depois de fazerem ajustes para problemas de saúde preexistentes e factores socioeconómicos, mas a solidão não estava.

“Quando pensamos na solidão e no isolamento social, muitas vezes pensamos neles como duas faces da mesma moeda", diz Andrew Steptoe, psicólogo e epidemiologista no University College de Londres, que liderou o estudo. Mas as descobertas desta análise sugerem que a falta de interacção social é mais danosa para a saúde, seja ou não verdade que a pessoa se senta sozinha, diz ele. “Quando estamos socialmente isolados, não só nos falta a companhia mas também nos falta conselho e apoio de outras pessoas."

 

As descobertas contradizem dois estudos recentes que sugerem que a solidão está associada ao declínio da saúde e ao aumento da taxa de mortalidade nos mais idosos. “Penso que é um quebra-cabeças que temos que resolver", diz John Cacioppo, psicólogo na Universidade de Chicago, Illinois, e co-autor de um dos estudos anteriores. Ele considera necessário perceber quais os factores culturais que podem influenciar os resultados, tal como as diferentes formas como as pessoas relatam a solidão.

Steptoe planeia analisar se o isolamento social afecta os tratamentos e os resultados durante a doença, o que não significa que a solidão deva ser ignorada: “Temos que fazer todos os esforços para aliviar a solidão dos mais idosos mas, ao mesmo tempo, temos que dar atenção à quantidade de contacto social que as pessoas têm e garantir que mantêm os seus contactos sociais. Isso, se calhar, é igualmente importante."

 

 

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