2013-03-26

Subject: Células imunitárias modificadas combatem leucemia aguda

 

Células imunitárias modificadas combatem leucemia aguda

 

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@ STEVE G SCHMEISSNER/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Nature

Células imunitárias geneticamente modificadas conseguem provocar a remissão de um tipo agressivo de leucemia, sugere um pequeno teste clínico agora conhecido.

Os resultados do teste, realizado em cinco pacientes com leucemia linfoblástica aguda, foram publicados na última edição da revista Science Translational Medicine e representam o último sucesso de uma terapia radical em que células T são extraídas de um paciente, modificadas geneticamente e reintroduzidas no paciente. Neste caso, as células T foram modificadas para expressar um receptor para uma proteína de células B, que se encontra tanto em tecido saudável, como cancerígeno.

Quando reintroduzidas nos pacientes, as células T modificadas rapidamente se dirigem para os seus alvos. “Todos os nossos pacientes tiveram remissão rápida do tumor", diz Michel Sadelain, investigador no Centro do Cancro Memorial Sloan-Kettering de Nova Iorque e um dos autores do estudo. O tratamento “funcionou muito rapidamente do que esperávamos".

A técnica já se tinha revelado prometedora contra a leucemia crónica mas havia dúvidas que pudesse lidar com a leucemia linfoblástica aguda de rápido crescimento, uma doença tenaz que mata mais de 60% dos que dela sofrem.

Carl June, imunologista na Universidade da Pensilvânia em Filadélfia e um dos pioneiros na modificação de células T para o combate ao cancro, diz-se surpreendido com o facto de o método ter funcionado tão bem contra um cancro de crescimento acelerado. O próximo passo, diz ele, é passar o técnica dos centros de cancro académicos para os testes clínicos: “É preciso convencer os oncologistas e os biólogos do cancro que esta nova imunoterapia pode funcionar."

O oncologista Renier Brentjens, também do Centro do Cancro Memorial Sloan-Kettering, lembra-se do dia em que teve que dizer a um paciente participante no teste que as semanas de altas doses de quimioterapia que o homem de 58 anos tinha suportado não tinham funcionado. “Foi uma conversa muito dolorosa, ele agora diz-me que foi a pior notícia que alguma vez recebeu."

Outro mês de intensa quimioterapia no hospital continuaram a não ajudar e, por altura em que este homem iniciou o teste, 70% da sua medula óssea já era tumoral.

Brentjens, Sadelain e os seus colegas extraíram células T do paciente e modificaram-nas geneticamente para que expressassem um receptor antigénico quimérico (CAR), que tivesse como alvo células que expressassem a proteína CD19. Como a CD19 se encontra tanto em células B saudáveis, como cancerosas, as células T modificadas não foram capazes de distinguir as duas. No entanto, note-se, os pacientes conseguem sobreviver sem células B.

 

Cerca de duas semanas após o procedimento, o paciente já mostrava sinais de melhoria pois o tratamento tinha levado o cancro a entrar em remissão, tal como com os outros quatro pacientes do teste, permitindo-lhe receber um transplante de medula óssea. Cem dias depois, ele está bem, diz Brentjens. 

Quatro dos cinco pacientes ficaram bem o suficiente para receberem os transplantes e o outro teve uma recaída e não foi possível realizá-lo.

As companhias farmacêuticas têm-se mostrado desconfiadas da técnica CAR por ser tecnicamente difícil, deve ser personalizada para o paciente e enfrenta um percurso novo para a aprovação regulamentar, diz Steven Rosenberg, chefe da secção de imunologia de tumores no Instituto Nacional do Cancro de Bethesda, Maryland.

Mas esta situação parece estar a mudar: Rosenberg salienta a colaboração estabelecida em Agosto passado entre o grupo de June e a gigante Novartis, bem como o lançamento de várias pequenas firmas de biotecnologia focadas na técnica CAR. Sadelein está a participar num teste com o Instituto do Cancro Dana-Farber de Boston, Massachusetts, para verificar se a técnica pode ser exportada para outros centros de tratamento.

Brentjens, entretanto, está feliz de ver os seus pacientes novamente animados: “Vimos estas pessoas no fundo do poço, física e emocionalmente, e agora podemos dizer que estão em muito melhor forma porque já fazem pouco da minha gravata novamente." 

 

 

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