2013-03-18

Subject: Primeiras aves tinham quatro asas

 

Primeiras aves tinham quatro asas

 

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@ Nature/Science/AAAS

Em vez de duas asas, as primeiras aves podem ter usado quatro membros emplumados para voar, pelo menos de acordo com as mais recentes investigações, agora publicadas na revista Science.

Dinossauros do tipo ave, como o Microraptor ou o Sinornithosaurus, são conhecidos por terem tido penas longas e rígidas nos membros posteriores mas, até agora, os investigadores não tinham a certeza se as primeiras aves já teriam abandonado esta plumagem extra quando emergiram para dominar os céus do Cretácico há mais de 100 milhões de anos.

Os investigadores, liderados por Xing Xu, paleontólogo no Instituto de Geologia e Paleontologia de Shandong, China, descobriram evidências nas penas nos membros posteriores de 11 espécimes basais de aves, recolhidos no grupo Jehol do Cretácico inferior na China. Em alguns dos indivíduos, estas penas parecem ser penas de voo que ficavam perpendiculares aos ossos das patas traseiras, semelhantes às presentes na ave basal Archaeopteryx.

Um espécime, atribuído ao género Sapeornis, tinha pelo menos uma pena no membro posterior com mais de 50 milímetros, enquanto as penas nas patas eram mais curtas, ainda que com mais de 30 mm de comprimento.

"É espantoso que tantas das primeiras aves tenham tido penas grandes nos membros posteriores", diz Xu. Os primeiros dinossauros com asas foram descobertos apenas há 10 anos, salienta ele, logo estas descobertas "são importantes tanto para a origem do voo como para a evolução das penas".

 

Estes vestígios fósseis, no entanto, não indicam como é que estes animais usaram o seu conjunto de penas posteriores, se para ajudar a planar, para manobrar ou ambos. E esta pequena amostra não prova que as quatro asas fossem a regra nas primeiras aves, diz Mark Norell, paleontólogo no Museu Americano de História Natural de Nova Iorque. "O voo é muita coisa para muita gente, a origem do voo não vai ficar clara apenas com uma descoberta."

Desde a era destes animais com quatro asas, as escamas substituíram a maior parte das penas nas patas das aves modernas mas com algumas alterações genéticas, esta cobertura pode reverter para penas, como nas galinhas Silkie, que têm patas emplumadas. Um espécime deste último estudo, do género Yanornis, já apresentava algumas escamas abaixo das zonas emplumadas e as penas traseiras das aves modernas são agora mais macias e usadas para manutenção do calor.

A redução para duas asas pode ter ajudado as primeiras aves ao permitir que as patas traseiras fossem usadas na deslocação no solo, sugerem os investigadores. Entusiasmante como possa parecer a descoberta, diz Norell, são precisas outras indicações para realmente se compreender a locomoção das aves.

 

 

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