2013-03-09

Subject: Criança domina HIV e deixa cientistas intrigados

 

Criança domina HIV e deixa cientistas intrigados

 

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@ Nature/Johns Hopkins Medicine/AP PhotoAnsiosos por mais detalhes sobre a criança que aparentemente ficou curada da infecção por HIV, os investigadores questionam-se sobre como tal pode ter acontecido e quais as implicações para outros pacientes.

Deborah Persaud, virologista no Centro Infantil Johns Hopkins de Baltimore, Maryland, descreveu o caso a 4 de Março na vigésima Conferência Anual de Retrovírus e Infecções Oportunistas em Atlanta, Georgia.

“Usa algumas das ferramentas que já usamos para alcançar o nosso grande objectivo”, diz Ron Swanstrom, virologista na Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill. “É altamente significativo."

Os médicos começaram a tratar o bebé, que nasceu de uma mãe HIV-positiva, antes de este ter 30 horas de vida. O tratamento continuou durante 18 meses, até que a família do bebé o interrompeu. Quando os médicos no Mississípi voltaram a ver a criança 10 meses mais tarde, trabalharam com investigadores (incluindo Persaud) para confirmar que não eram detectados vírus no seu sangue.

Persaud diz que a criança, agora com 2,5 anos e sem qualquer medicamento, continua saudável, apesar dos testes mostrarem que o DNA viral permanece.

A criança é uma de duas pessoas que se sabe terem ficado curadas 'funcionalmente' da infecção por HIV. É difícil provar que pessoas com curas funcionais ficam completamente livres do HIV no corpo mas controlam efectivamente o vírus e os seus sistemas imunitários permanecem saudáveis sem qualquer tratamento.

Timothy Ray Brown, conhecido como o 'paciente de Berlim', foi a primeira pessoa que se conhece a ficar curada do HIV: médicos relataram em 2008 que tinha recebido um transplante de medula óssea que tinha substituído as suas células imunitárias com células invulneráveis ao vírus e alcançado uma cura funcional mas a técnica é considerada demasiado arriscada para a maioria dos pacientes com HIV.

Não é claro de que forma os medicamentos anti-retrovirais curaram a criança. Persaud diz que parte da resposta provavelmente reside no início precoce do tratamento e na utilização de maior quantidade de medicamentos do que habitualmente é usada em crianças nascidas de mães HIV-positivas.

Já era sabido que o tratamento de uma mulher grávida HIV-positiva impedia a infecção do seu bebé mas esta última descoberta mostra que se isso não for feito “há razões suficientes para pensar que uma terapia muito precoce pode conduzir a esta cura em mais de uma criança", diz Persaud.

 

Persaud referiu estar a planear testes clínicos para testar a sua hipótese mas por agora a Organização Mundial de Saúde já anunciou que não vai alterar as suas orientações para fornecer tratamento anti-retroviral a mulheres HIV-positivas e seus bebés como forma de impedir as crianças de ficarem infectadas. “As implicações deste estudo de caso não são claras neste momento", referiu a organização em comunicado.

Robert Siliciano, biólogo molecular na Universidade Johns Hopkins, diz que a criança provavelmente recebeu tratamento antes de formar células T de memória, os glóbulos brancos que podem albergar o HIV indefinidamente. Por esta razão, diz Siliciano, “não existia um reservatório estável do vírus e após alguns meses ela parece estar curada".

Outros investigadores, no entanto, salientam que é difícil sujeitar um criança tão pequena a um estudo aprofundado de células e tecidos, como o que foi feito a Brown, logo pode ser difícil verificar a cura ou determinar o seu mecanismo. De facto, diz Swanstrom, a criança pode ser um 'controlador elite', uma das raras pessoas cujo sistema imunitário é naturalmente capaz de manter o vírus sob controlo e é improvável muitos outros possam ser curados desta forma: em adultos, começar o tratamento tão cedo como duas semanas após a infecção já não fornece cura.

Ainda assim, o caso é uma importante demonstração de que os investigadores estão a procurar estratégias de curar as pessoas infectadas com HIV: “É muito bom pensar que se conseguirmos impedir o estabelecimento de um reservatório a doença se torna curável", diz Siliciano.

 

 

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