2013-03-03

Subject: Ter rapazes pode reduzir a esperança de vida de uma mulher

 

Ter rapazes pode reduzir a esperança de vida de uma mulher

 

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@ Nature/Steve Baccon / Photodisc / Getty ImagesMulheres que dão  à luz rapazes podem ter vidas ligeiramente mais curtas do que as que têm raparigas, descobriram os investigadores.

O estudo mostrou que o risco de morte de uma mulher aumentava 7% por ano por cada rapaz, um efeito pequeno mas estatisticamente robusto, pelo menos nos indivíduos que os investigadores analisaram e que eram aldeões finlandeses na Escandinávia pré-industrial.

“Investigações anteriores sobre o efeito do género do bebé sobre a esperança da vida da sua mãe têm tido resultados mistos, logo a nossa análise é apenas mais um tijolo na parede", diz Samuli Helle, da Universidade de Turku, Finlândia, e autor principal do estudo. “Não estou surpreendido com os resultados mistos anteriores pois esses estudos envolviam sociedades e práticas culturais diferentes."

Um vasto leque de factores pode influenciar a longevidade de uma mulher, como a nutrição ou o número de filhos que tem. O impacto de ter um rapaz ou uma rapariga é provavelmente mais pronunciado em situações em que os recursos, como alimento ou cuidados de saúde, são fracos.

Helle e o seu co-autor Virpi Lummaafound, investigaram registos paroquiais individuais em oito paróquias durante os séculos XVII a meados do XX. Descobriram que se uma mulher destas comunidades tivesse 37 anos quando tivesse o último filho, a sua esperança de vida variava dependendo do sexo das crianças. Viveria mais 33,1 anos se não tivesse rapazes, mais 32,7 anos se tivesse três rapazes e mais 32,4 anos se tivesse seis.

O estudo, que surge na última edição da revista Biology Letters, continua uma investigação anterior da mesma equipa publicada na revista Science há mais de dez anos, onde tinham descoberto que por cada rapaz que tivesse, a esperança de vida de uma mulher se reduzia em média 34 semanas. Pelo contrário, as filhas aumentavam mesmo a esperança de vida das mães (ainda que ligeiramente e de forma não significativa estatisticamente). Em ambos os estudos, os efeitos de encurtamento da longevidade apenas eram sentidos pelas mães, não pelos pais.

Mas a razão por trás desta pequena diferença é o grande quebra-cabeças: “A importância relativa dos factores culturais versus biológicos permanece uma questão em aberto", diz Helle, que especula que talvez seja porque as raparigas têm maior probabilidade de ajudar a mãe nas tarefas domésticas. “Precisamos de mais dados, como quantos rapazes versus raparigas ajudaram nas tarefas diárias, a que idade começaram a trabalhar fora de casa e coisas assim."

 

Erik Lindqvist, do Instituto de Investigação de Economia Industrial de Estocolmo, que analisou a longevidade e os nascimentos na Suécia, não está convencido. “Nunca fomos capazes de replicar os resultados deles."

Mas Grazyna Jasienska, que estuda longevidade e saúde reprodutiva na Escola de Medicina da Universidade Jagiellonian em Cracóvia, Polónia, acredita que os efeitos dos rapazes sobre a longevidade de uma mulher são reais e que provavelmente se devem a factores biológicos, como a amamentação.

Outros estudos mostraram que os rapazes pesam, biologicamente, mais na mãe pois tendem a ser ligeiramente mais pesados ao nascer que as raparigas e que as mães gastam mais energia a produzir leite para os rapazes, apesar de os resultados destes estudos terem sido mistos. “Penso que os custos de ter rapazes em vez de raparigas são mais sociais que biológicos mas, em último caso, ainda não sabemos."

 

 

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