2013-02-23

Subject: Relatório segue ameaça de invasão na Europa

 

Relatório segue ameaça de invasão na Europa

 

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@ BBCAs espécies invasoras são um maior risco para a biodiversidade, economia e saúde humana na Europa do que até aqui se considerava, conclui o relatório agora conhecido.

A Agência Europeia do Ambiente (AEA) compilou uma lista de 28 invasores que salienta o leque de ameaças que os ecossistemas enfrentam por todo o continente, ainda que as espécies não nativas também possam ser benéficas, como culturas alimentares.

O relatório foi publicado antes de um encontro ao mais alto nível do Parlamento Europeu, para discutir o tema.

Estima-se que existam mais de 10 mil espécies não nativas na Europa, das quais pelo menos 15% são consideradas invasoras, ou seja, organismos conhecidos por terem impactos negativos, económicos ou ecológicos.

As espécies invasoras (EI) são consideradas uma das principais ameaças à biodiversidade, explica a directora-executiva da AEA Jacqueline McGlade: "Em muitas áreas, os ecossistemas estão enfraquecidos pela poluição, alterações climáticas e fragmentação do habitat, pelo que as invasões são uma pressão acrescida no mundo natural e extremamente difíceis de reverter."

O relatório O impacto das espécies invasoras na Europa, lista os vários impactos conhecidos: "Competição, predação e transmissão de doenças entre espécies invasoras e nativas são frequentes e podem ser uma ameaça grave à espécies nativas", dizem os autores. "As espécies invasoras também podem afectar os serviços dos ecossistemas, que, por sua vez, têm impacto no bem-estar humano."

Uma das espécies para a qual essa disseminação e impacto têm sido bem documentados é a angiospérmica Fallopia japonica. Esta planta pode atingir os 4 metros de altura ao crescer até 30cm num único dia. O seu poderoso sistema radicular atinge até 3 metros de profundidade e abrange um raio de 20 metros, tornado praticamente impossível erradicá-la uma vez estabelecida. O relatório refere que a planta forma crescimentos densos, sobrepondo-se às espécies nativas e originando uma monocultura botânica.

Pode ainda ler-se no relatório: "O sistema de rizomas da F. japonica danifica significativamente infra-estruturas como edifícios, estabilizações de margens fluviais e canais de água, linhas de comboio, estradas e terrenos para construção. Ao perturbar a integridade das defesas contra inundações, aumenta o risco dessas catástrofes."

 

Uma EI que é uma ameaça directa para a saúde humana é o mosquito-tigre asiático Aedes albopictus, que tem sido associado à transmissão de mais de 20 agentes patogénicos para a saúde humana, incluindo a febre amarela e o dengue. A espécie é um insecto agressivo que pica durante o dia e a sua e distribuição tem aumentado rapidamente na Europa ocidental e do sul, ao longo das últimas duas décadas.

O Parlamento Europeu está precisamente a tentar encontrar formas de lidar com as ameaças provocadas pelas EI. Organizado por grupos conservacionistas como a IUCN e a Birdlife, o debate ao mais alto nível em Bruxelas considerou medidas que possam ser tomadas no quadro das políticas da União Europeia para mitigar as ameaças presentes e futuras causadas pelas espécies invasoras.

O relatório da AEA alerta para o facto de haver cada vez maior circulação de bens e pessoas por todo o mundo e, por isso, "o número e impacto das espécies invasoras danosas na Europa poder crescer significativamente no futuro". Acrescenta que as alterações climáticas podem fornecer novas oportunidades para as EI proliferarem, podendo iniciar efeitos complexos e imprevisíveis.

A AEA sugere que a melhor forma de lidar com as ameaças colocadas pelas espécies invasoras é através de uma "combinação de medidas preventivas, detecção precoce e resposta rápida às incursões, com a gestão permanente apenas como opção de último recurso".

 

 

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