2004-05-20

Subject: Anilhas podem estar a causar problemas a pinguins

News of the Wild

 

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Em destaque:

Anilhas podem estar a causar problemas a pinguins 

 

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Investigadores que estudam os pinguins podem, inadvertidamente, estar a prejudicá-los ao colocar bandas identificativas nas suas barbatanas. As bandas de metal, colocadas em milhares de pinguins todos os anos, parecem causar efeitos adversos na sua capacidade de nadar e pescar. 

Muitas espécies de aves são seguidas com a ajuda destas bandas e metal em volta das patas. Os investigadores usam essa informação individual para deduzir os seus padrões de acasalamento e migração. No entanto, as patas dos pinguins têm a forma errada para a aplicação das bandas, pelo que as anilhas têm que ser colocadas nas barbatanas. 

Este facto causa problemas às aves, diz Michel Gauthier-Clerc, da Station Biologique de la Tour du Valat. Ele e os seus colegas suspeitam que as bandas de alumínio ou aço inoxidável podem reduzir o hidrodinamismo das aves na água. 

A equipa de Gauthier-Clerc comparou 50 pinguins reais anilhados com outros 50 sem anilhas, todos de uma colónia que procria na ilha Possession, no oceano Índico, durante o Verão austral. Todos receberam minúsculos identificadores electrónicos sob a pele, para que as aves não anilhadas pudessem ser reconhecidos. 

Ao longo de 4 épocas de procriação, os pinguins anilhados chegaram mais tarde aos terrenos de procriação e originaram apenas 28 crias, enquanto as aves não anilhadas produziram 54 crias. 

Se as bandas realmente afectam os pinguins, também podem estar a alterar os dados científicos recolhidos. Para além de serem usadas para seguir os movimentos dos pinguins, a informação tem sido usada como indicador dos efeitos climáticos que causam essas migrações. 

Apesar do seu uso generalizado, não é surpreendente que as anilhas prejudiquem os pinguins, refere Keith Reid, um perito em pinguins do British Antarctic Survey, cujos investigadores deixaram de anilhar animais em meados dos anos 90 do século passado. 

 

Gauthier-Clerc e colegas alegam que as etiquetas electrónicas poderiam ser um substituto das anilhas metálicas, pois pesam apenas 0,8 g e emitem um sinal que pode ser recolhido por receptores ao longo da rota migratória dos pinguins. 

Outros argumentam que as anilhas feitas com outro tipo de materiais são o caminho a seguir. As anilhas de metal tendem a destruir as penas no local, por fricção, criando um ponto de fuga de calor no corpo, diz Duncan Bolton, perito em pinguins do Bristol Zoo Gardens. Tenham ou não dificuldades em nadar, os pinguins perdem energia desta forma, logo a migração torna-se mais demorada pois precisam de capturar mais comida. 

Bolton e os seus colegas estão a testar uma anilha de borracha sintética, que, esperam, possa substituir as de metal. As anilhas são preferidas pois permitem aos investigadores distanciados por milhares de quilómetros observar as mesmas aves, sem equipamento electrónico dispendioso. 

O passo seguinte será garantir que as anilhas de borracha sejam tão resistentes como as suas parentes de metal, diz Bolton. Se conseguirmos provar que elas duram 2 ou 3 anos, iremos propor a sua implementação de forma generalizada, conclui. 

 

 

Saber mais:

Penguins sleep deeply in the afternoon

Penguins and the ‘cocktail party effect’

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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