2013-02-03

Subject: Cancro da mama apanhado a propagar-se

 

Cancro da mama apanhado a propagar-se

 

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@ NatureUma análise de células do cancro da mama que escaparam dos tumores primários forneceu as melhores evidências clínicas à data a favor de uma popular teoria da metastização do cancro.

O trabalho, publicado esta semana na revista Science, também desvenda um método melhorado para catar células tumorais do sangue, uma técnica que poderá um dia permitir aos médicos e investigadores seguir a propagação do cancro sem recorrer às invasivas biópsias.

“É muito entusiasmante”, diz Caroline Dive, investigadora na Cancer Research UK da Universidade de Manchester. “É o abrir caminho para uma explosão de estudos para analisar estas células tumorais circulantes.”

Os actuais tratamentos do cancro tipicamente têm como alvo o crescimento tumoral mas é a metastização, a propagação das células para outros tecidos, que na maioria dos casos se revela fatal. Antes que os criadores de medicamentos possa produzir terapias que limitem a propagação do cancro, no entanto, eles precisam de compreender de que forma as células se libertam do tumor, penetram na corrente sanguínea e colonizam um novo tecido.

Há muito que os investigadores andavam intrigados com a forma como as células cancerosas fazem essa viagem: as células que compõem os cancros em tecidos epiteliais, como as células da superfície dos pulmões e da mama, geralmente preferem permanecer unidas e não são adequadas para uma viagem cheia de obstáculos pela corrente sanguínea. 

Uma teoria defende que as células tumorais metastizadas activam vias metabólicas normalmente reservadas às células mesenquimatosas, que se deslocam através dos embriões em desenvolvimento. Esta situação tem sido definida como transição epitelio-mesenquimatosa (EMT) e algumas companhias têm trabalhado afincadamente no desenvolvimento de medicamentos que tenham como alvo este interruptor.

Mas deve dizer-se que a maior parte das evidências que apoiavam o papel da EMT na propagação do cancro provinha de modelos animais e a análise de células tumorais em circulação no sangue tem estado limitada porque as técnicas tendem a recolher apenas células epiteliais. “Foi uma tecnologia pioneira mas sempre nos preocupamos com a possibilidade de a EMT estar a acontecer e estarmos a falhar as células mesenquimatosas dsta maneira", diz Dive.

 

Daniel Haber e Shyamala Maheswaran, ambos do Centro do Cancro do Hospital Geral do Massachusetts em Boston, desenvolveram, por isso, um novo conjunto de marcadores para identificar células tumorais em circulação no sangue. Seguiram essas células e caracterizaram a sua expressão genética em 11 pessoas em quimioterapia para tratamento do cancro da mama.

A equipa descobriu que quando os tumores respondiam ao tratamento, a proporção de células tumorais com características mesenquimatosas em circulação começou a cair. O falhanço da terapia era seguida pelo ressurgimento das células tumorais mesenquimatosas.

A equipa tenciona agora repetir o estudo em mais pacientes e tipos de tumor, diz Haber. Se os resultados se mantiverem podem fornecer aos criadores de medicamentos uma lista de novos alvos, diz Klaus Pantel, investigador do cancro no Centro Médico Universitário Hamburg-Eppendorf na Alemanha.

Pantel também salienta que muitas das células tumorais em circulação tinham características tanto de células mesenquimatosas como de células epiteliais. Isso significa que a caça pode ter que ser reorientada para um tipo celular intermédio, diz ele: “As células que já passaram completamente para o estado mesenquimatoso podem não ser realmente as más da fita."

 

 

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