2013-02-02

Subject: DNA do pombo dá razão a Darwin

 

DNA do pombo dá razão a Darwin

 

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@ Nature/Mike ShapiroO Homem moldou o pombo-doméstico em centenas de raças de várias formas, cores e atributos, uma diversidade que cativou Charles Darwin, que chegou mesmo a realizar experiências com cruzamentos nos seus próprios pombos.

Agora, vários genomas de pombos domésticos e de de rua foram sequenciados pela primeira vez, dando aos cientistas um recurso para estudar a genética de como estas raças evoluíram.

O estudo, publicado online na revista Science, permite um panorama da genética das raças domésticas mais vistosas e dos vulgares pombos de rua e apoia a sua origem comum a partir do pombo-das-rochas Columba livia, também conhecido por pombo-comum ou pombo-doméstico. "Passámos de virtualmente não termos recursos genómicos e genéticos disponíveis para o pombo a ser capazes de mapear regiões associadas a características particulares”, diz Michael Shapiro, biólogo na Universidade do Utah em Salt Lake City e membro da equipa de investigadores.

A equipa do Utah, juntamente com Jun Wang e colegas da BGI-Shenzhen na China e cientistas da Universidade de Copenhaga, Dinamarca, sequenciaram um genoma completo de referência de uma raça de pombo conhecida por Danish tumbler. Os investigadores também sequenciaram os genomas de 36 raças vistosas diferentes e de dois tipos de rua, de diferentes regiões dos Estados Unidos.

O estudo completa o conhecimento sobre as relações entre as raças, muitas das quais têm séculos de idade e origens no Médio Oriente. Darwin defendia que todas as raças domésticas de pombos descendiam do pombo-das-rochas selvagem e Shapiro considera que este estudo apoia com dados essa teoria pois todas as raças sequenciadas são mais parecidas geneticamente entre si do que com outra espécie aparentada, C. rupestris. O estudo também descobriu que os pombos de rua são geneticamente semelhantes aos pombos-correio, que frequentemente escapam para a natureza.

Um questão é se características semelhantes em raças diferentes, como as longas penas nas patas ou bicos curtos, são causadas pelas mesmas mutações genéticas. Os investigadores analisaram as cristas na cabeça, que resultam de penas que crescem na direcção oposta à normal e que variam de pequenos tufos a crinas espantosas que envolvem toda a cabeça.

 

Estudos feitos com cruzamentos por apreciadores de pombos sugerem que as cristas são causadas por uma única mutação recessiva. Usando Usando software desenvolvido para descobrir genes subjacentes a doenças humanas, os investigadores analisaram raças com e sem crista e descobriram uma mutação num gene que correspondia à crista em todos os casos. Os resultados sugerem que a mutação surgiu apenas uma vez na espécie.

As cristas na cabeça, diz Shapiro, são “uma das muitas características que observamos nos pombos domésticos que têm correlação em muitas espécies naturais de aves”, onde são usadas na corte e em exibições de agressividade. Novas pesquisas serão capazes de descobrir se o mesmo gene está envolvido na formação de cristas em outras espécies. Da mesma forma, diz Shapiro, os cientistas podem usar a genética do pombo para estudar a emergência de características mais complexas.

Leif Andersson, estudioso da genética de animais domésticos na Universidade de Uppsala, Suécia, diz que o trabalho fecha uma lacuna no nosso conhecimento sobre os pombos, que estava atrasado relativamente ao das galinhas, porcos e cães. As espécies domesticadas são importantes ferramentas para a genética comparativa, com características favorecidas pelo Homem ao longo de milhares de anos. “Os diferentes animais domésticos complementam-se pois foram seleccionados com objectivos diferentes.”

 

 

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