2013-01-30

Subject: "Enganei-me em relação às alterações climáticas: é muito, muito pior!"

 

"Enganei-me em relação às alterações climáticas: é muito, muito pior!"

 

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@ The Guardian/Nicholas SternNicholas Stern, autor da análise encomendada pelo governo inglês sobre alterações climáticas que se tornou o trabalho de referência para políticos e ambientalistas, veio agora dizer que subestimou os riscos e deveria ter sido mais "duro" sobre a ameaça que a subida das temperaturas globais coloca à economia.

Numa entrevista durante o Fórum Económico Mundial em Davos, Stern referiu: "Olhando para trás, subestimei os riscos, o planeta e a atmosfera parecem estar a absorver menos carbono do que esperávamos e as emissões estão a subir a pique. Por isso, alguns dos efeitos vão chegar mais depressa do que então pensávamos."

A análise Stern, publicada em 2006, apontava para uma probabilidade de 75% de as temperaturas globais subirem entre 2 e 3ºC acima da média a longo prazo mas ele agora acredita que "o rumo que seguimos nos aproxima mais de 4ºC". Se tivesse sabido de que maneira a situação ia evoluir, diz ele, "acho que teria sido mais duro, salientando os riscos de uma subida entre 4 e 5ºC".

Segundo ele, alguns países, incluindo a China, já começaram a perceber a seriedade dos riscos mas os governos precisam de agir com determinação para alterar as suas economias de forma a tornarem-nas menos intensivas no consumo energético e usarem tecnologias mais sustentáveis do ponto de vista ambiental.

"Esta situação é potencialmente tão perigosa que temos que agir fortemente. Queremos jogar à roleta russa com duas balas ou com uma? Para muitas pessoas estes riscos são existenciais."

Stern apoia a Acta das Alterações Climática do Reino Unido, que compromete o governo com metas de redução de emissões de carbono ambiciosas mas apelou a um maior investimento numa economia mais verde, considerando-a "uma entusiasmante história de crescimento".

Os comentários de Stern surgem no momento em que Jim Yong Kim, o novo presidente do Banco Mundial, também em Davos, lançou um sério aviso sobre o risco de conflitos sobre recursos naturais se a previsão de uma subida de 4ºC acima da média global pré-industrial se provar rigorosa.

"Ocorrerão guerras por causa de água e alimentos em todo o lado", referiu Kim, ao mesmo tempo que se comprometia a tornar a luta contra as alterações climáticas uma prioridade no seu mandato de cinco anos. Segundo ele, são necessárias acções para criar um mercado de carbono, eliminar os subsídios aos combustíveis fósseis e tornar mais verdes as cem maiores cidades do mundo, que são responsáveis 60 a 70% das emissões globais.

 

Kim acrescentou que as secas de 2012 nos Estados Unidos, que fizeram disparar o preço dos cereais, conduziram a um aumento da fome junto dos mais pobres. Pela primeira vez, os extremos climáticos foram atribuídos às alterações climáticas antropogénicas.

"As pessoas estão a começar a unir os pontos mas se por acaso se esquecerem, estou aqui para as recordar. Temos que descobrir formas amigas do clima de encorajar o crescimento económico e as boas notícias é que elas existem", disse Kim.

Segundo Kim, não haverá solução para as alterações climáticas sem envolvimento do sector privado e apelou às grandes companhias para que aproveitem esta oportunidade de obter grandes lucros: "Há muito dinheiro a ganhar em tecnologias novas e na curvatura do arco das alterações climáticas."

 

 

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