2013-01-29

Subject: Bactérias de altos voos desencadeiam interesse em possíveis efeitos climáticos

 

Bactérias de altos voos desencadeiam interesse em possíveis efeitos climáticos

 

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@ NatureDevastadas por ventos áridos e raios ultravioletas, algumas bactérias não só sobrevivem na at5mosfera superior como podem mesmo afectar o tempo e o clima, de acordo com um estudo agora publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Numa das primeiras tentativas para explorar a microbiologia atmosférica a altitudes elevadas, os investigadores analisaram amostras de ar recolhidas por uma missão de seis semanas de investigação de furacões da NASA em 2010. 

Um total de 314 diferentes espécies de bactérias foram recolhidas em massas de ar a cerca de 10 km acima do Golfo do México, Mar das Caraíbas, oceano Atlântico e Estados Unidos continentais. Apesar de os cientistas terem recolhido uma pequena quantidade de material, as bactérias representavam cerca de 20% de todas as partículas, biológicas e não biológicas, uma proporção maior do que na baixa atmosfera.

“Estou mesmo, mesmo surpreendido com a alta densidade bacteriana a estas altitudes elevadas”, diz Ulrich Karlson, microbiólogo ambiental na Universidade Aarhus na Dinamarca, que não esteve envolvido no estudo. “Este é claramente um ambiente muito agreste."

“Um dos próximos desafios é perceber o papel destes microrganismos”, diz Konstantinos Konstantinidis, microbiólogo ambiental no Instituto de Tecnologia da Georgia em Atlanta e um dos autores do estudo.

Análises genéticas revelaram que alguns dos microrganismos da atmosfera superior são aparentados com bactérias que se pensa serem capazes de catalisar a formação de cristais de gelo e a condensação de nuvens. O processo fundamental, conhecido por nucleação, ocorre quando as moléculas de água no ar coalescem em redor de uma partícula semente, frequentemente poeira ou cinza. Dependendo da temperatura, estes complexos podem crescer para grandes gotículas de água ou bolas de gelo, levando à formação de nuvens, chuva ou neve.

 

As últimas descobertas apoiam as teorias de que as comunidades bacterianas, especialmente na atmosfera superior onde as poeiras são relativamente raras, podem influenciar o tempo e o clima, diz o co-autor do estudo Athanasios Nenes, cientista atmosférico no Instituto de Tecnologia da Georgia.

“Há um crescente reconhecimento de que não são apenas esporos a flutuar por aí”, diz Noah Fierer, ecologista microbiano na Universidade do Colorado em Boulder. Mas Fierer considera que é preciso mais investigação para compreender a importância relativa das bactérias do ar, comparadas com outros elementos atmosféricos.

As amostras recolhidas pela NASA antes, durante e depois de dois furacões também permitiram aos investigadores estudar os efeitos dos extremos climáticos no microbioma atmosférico. As tempestades injectaram grandes números de novas células, incluindo bactérias fecais, bem alto no céu.

A composição bacteriana variava por localização e tempo mas 17 tipos de bactérias formam o núcleo do microbioma em todas as amostras. Fierer diz que a maior compreensão da ecologia das bactérias no céu é uma excitante nova fronteira da história natural: “O que está lá e como muda ao longo do tempo? Estas são apenas algumas das coisas que não sabemos.”

 

 

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