2013-01-21

Subject: Encontrado em células DNA com quatro cadeias

 

Encontrado em células DNA com quatro cadeias

 

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@ Nature/Jean-Paul RodriguezNão há imagem mais icónica na biologia do que a da dupla hélice de DNA, que se enrola e condensa sobre si própria para formar os densos cromossomas.

Mas uma estrutura muito diferente de DNA, em quadrado, pode facilmente ser criada em laboratório pelo condensar de cadeias sintéticas de DNA ricas em guanina.

Há muito que os cientistas acreditavam que estas estruturas, baptizadas G-quadruplex (também conhecidas por G-tétradas ou G4-DNA), também se formavam ocasionalmente no DNA de células vivas. Um G-quadruplex é composto por quatro guaninas de diferentes locais ao longo de uma cadeia nucleotídica rica em guaninas, cuja estrutura é mantida no lugar por um tipo especial de pontes hidrogénio de modo a formar uma estrutura compacta em quadrado que interrompe a hélice do DNA.

Num artigo publicado online na revista Nature Chemistry, investigadores liderados por Shankar Balasubramanian, da Universidade de Cambridge, fornecem fortes evidências de que os G-quadruplex realmente se formam em células e que estas estruturas invulgares podem ter importantes funções biológicas.

As extremidades protectoras do DNA cromossómico, os telómeros, são ricas em guanina e, por isso, candidatos prováveis às estruturas G-quadruplex. De facto, estudos realizados em células cancerosas demonstraram que pequenas moléculas que se ligam e estabilizam as estruturas G-quadruplex levam a danos no DNA dos telómeros, apoiando esse argumento.

Após analisar dados do genoma humano em busca de outras sequências ricas em guanina, alguns cientistas sugeriram que os quadruplexes também podiam ser criados noutras zonas do genoma e estar envolvidos na regulação genética, particularmente dos genes causadores de cancro.

 

Esta situação deve ser a real, descobriram Balasubramanian e a sua equipa de investigadores. 

Eles criaram um anticorpo que se liga forte e especificamente às estruturas G-quadruplex e nunca se liga à estrutura clássica em dupla hélice do DNA. Quando incubaram o anticorpo com células humanas em cultura, descobriram que o este se ligava em muitos locais dos cromossomas e apenas um quarto desses locais eram telómeros.

“Estamos nos primeiros dias mas se pudermos mapear exactamente onde estas estruturas G-quadruplex surgem no genoma, poderemos saber como melhor controlar os genes ou outros processos celulares que se descontrolam em doenças como cancro", diz ele. “Essa é a visão a longo prazo, pelo menos."

 

 

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