2013-01-19

Subject: Relatórios desencadeiam controvérsia sobre insecticidas perigosos para abelhas

 

Relatórios desencadeiam controvérsia sobre insecticidas perigosos para abelhas

 

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@ Fergus Gill/2020VISION/naturepl.comTrês relatórios feitos pela agência para a segurança alimentar europeia desencadearam a controvérsia sobre a possível ligação entre a utilização de insecticidas com neonicotinóides e o declínio das populações de abelhas.

Um dos principais produtores de insecticidas atacou os relatórios, apelidando-os de "apressados e inadequados".

Vários estudos científicos já associaram os neonicotinóides a efeitos adversos sobre as colmeias (veja o vídeo da Nature The buzz about pesticides) mas alguns investigadores acreditam que a queda do efectivo de abelhas observado nos Estados Unidos, Europa e noutros locais do planeta, deve ser atribuído a uma combinação de factores.

As últimas avaliações feitas pela Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (AESA) em Parma, Itália, baseiam-se em estudos existentes sobre três neonicotinóides: clotianidina, imidacloprida e tiametoxam. 

Os relatórios concluem que estes compostos químicos apenas devem ser usados em culturas que não sejam atractivas para as abelhas melíferas, para que estes insectos não sejam expostos aos insecticidas através do pólen e do néctar. Poeiras e seiva contaminada com estes compostos químicos também representam um risco para as abelhas, refere a AESA.

A AESA é uma agência independente de aconselhamento e qualquer proibição ou restrição à utilização dos três compostos químicos exigiria legislação criada pela União Europeia ou pelos países individuais que a compõem.

Estes trabalhos atraíram fortes críticas de John Atkin, chefe de operações da Syngenta, produtora do tiametoxam e sediada em Basileia, Suíça. Num comunicado, Atkin refere que “é óbvio para nós que a AESA se encontra sob pressão política para produzir uma avaliação de risco apressada e inadequada, que mesmo eles reconhecem conter um alto nível de incerteza. O seu relatório, compilado em menos de três meses, não teve em linha de conta os abrangentes estudos que precederam o lançamento dos neonicotinóides e os muitos anos de monitorização extensiva no campo".

 

A Comissão Europeia recebeu com agrado as avaliações da AESA. As conclusões “são de alguma forma preocupantes quanto ao potencial impacto destes produtos em particular”, referiu um porta-voz da Comissão, mas “ainda há muitas falhas nos dados científicos que foram analisados".

Alguns estados membros da União Europeia já estão a escrutinar os neonicotinóides. No Reino Unido, por exemplo, o Departamento para o Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais (DEFRA) encomendou estudos de campo sobre o impacto dos insecticidas nas abelhas. "Se se concluir que são necessárias restrições à utilização de neonicotinóides, elas serão implementadas", referiu a agência num comunicado.

A Bayer, agroquímica sediada em Leverkusen, Alemanha, e fabricante da imidacloprida e da clotianidina, disse num comunicado que não acredita que os relatórios da AESA “alterem a qualidade e a validade" das avaliações de risco anteriores feitas pela União Europeia e vários estados membro que permitiram a utilização dos seus produtos. A companhia atribui a maior parte da culpa do declínio do efectivo das abelhas nos ácaros parasitas do género Varroa.

 

 

Saber mais:

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