2013-01-18

Subject: Lepra transforma células adultas em células estaminais

 

Lepra transforma células adultas em células estaminais

 

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@ Rambukkana Lab members/NatureAs bactérias causadoras da lepra são capazes de reprogramar as células de modo a que revertam a um estado semelhante ao estaminal, capazes de se diferenciarem em diferentes tipos celulares, relatam os investigadores na última edição da revista Cell.

Os cientistas chegaram por acaso à descoberta enquanto investigavam a forma como a lepra se espalha pelo corpo. O mecanismo de tomada do organismo não é claro mas a sua reprodução pode levar a novas estratégias terapêuticas baseadas em células estaminais.

O alvo inicial da bactéria da lepra Mycobacterium leprae são as células de Schwann do sistema nervoso periférico. Tal como o revestimento de borracha em volta de um fio eléctrico, estas células envolvem os neurónios isolando o impulso nervoso que os percorre.

Os investigadores isolaram células de Schwann de ratos e infectaram-nas com M. leprae. As bactérias reprogramaram as células para um estado semelhante ao estaminal, desactivando genes associados às células de Schwann diferenciadas e activando os genes embriónicos ou do desenvolvimento.

As bactérias parecem ter desencadeado a plasticidade das células de Schwann, a capacidade de reverter para um estado imaturo e se diferenciar em novos tipos celulares. As células de Schwann saudáveis fazem-no para ajudar os neurónios a recuperar e a regenerar-se após um ferimento.

“Trata-se de um mecanismo muito sofisticado, parece que a bactéria sabe o mecanismo de interacção das células de Schwann melhor do que nós”, diz Anura Rambukkana, biólogo da regeneração na Universidade de Edimburgo, que liderou o estudo. 

Uma vez reprogramadas, as células estaminais são capazes de migrar para diferentes áreas do corpo e as bactérias apanham boleia. Quando as células infectadas alcançam outros tecidos, como o músculo esquelético, integram-se nele, propagando as bactérias. Também se descobriu que as células estaminais infectadas atraem células imunitárias ao secretar proteínas quemocinas, permitindo às bactérias apanham boleia também dessas células.

 

Os investigadores não sabem o que desencadeia o evento de reprogramação mas suspeitam que o mecanismo pode existir noutras doenças infecciosas.

“A plasticidade celular pode representar um mecanismo subjacente das doenças pois outros eventos de reprogramação celular oram demonstrados em cancros e doenças metabólicas”, diz Sheng Ding, biólogo de células estaminais no Instituto Gladstone de Doenças Cardiovasculares em San Francisco, Califórnia.

Uma maior compreensão destes mecanismos precisos pode melhorar o tratamento e o diagnóstico da própria lepra. Antes desta experiência, os cientistas não sabiam de que forma as bactérias se espalhavam pelo corpo e as últimas descobertas podem fornecem pistas para como bloquear a doença antes que o faça.

No futuro, as bactérias podem ser usadas para alterar células de tecidos adultos para células estaminais em laboratório, potencialmente conduzindo a novos tratamentos regenerativos para doenças como a diabetes e o Alzheimer.

 

 

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