2013-01-13

Subject: Epigenética importante para o sucesso evolutivo

 

Epigenética importante para o sucesso evolutivo

 

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@ Nature/Ainars Aunins/AlamyDuas coisas são consideradas cruciais para a adaptação evolutiva: a diversidade genética e longos períodos de tempo para que algumas mutações vantajosas se acumulem.

Então, de que forma as espécies invasoras, que frequentemente não têm diversidade genética, são bem sucedidas tão rapidamente?

Alguns ecologistas estão a começar a pensar que os factores ambientais ou epigenéticos, podem estar a modificar os genes, ainda que deixem o genoma intacto.

“Há muitas formas diferentes pelas quais as espécies invasoras se dão bem em ambientes novos e penso que a epigenética é uma dessas formas", diz Christina Richards, ecologista evolutiva na Universidade do Sul da Florida em Tampa.

Apesar dos investigadores biomédicos estarem já há algum tempo a investigar as ligações entre a epigenética e a saúde humana, os biólogos evolutivos estão apenas a começar a pegar no assunto. Richards, que ajudou a organizar um simpósio especial sobre epigenética ecológica no encontro da Sociedade de Biologia Integrativa e Comparativa (SICB) em San Francisco este mês, diz que o campo tem o potencial para revolucionar o estudo da biologia evolutiva.

O emergente campo da epigenética ecológica enfrenta muitos desafios. Os genomas da maioria dos animais e plantas selvagens não foram sequenciados logo os ecologistas não conseguem identificar que genes foram modificados e como tendem a trabalhar fora das condições laboratoriais controladas, os investigadores têm dificuldades em associar as modificações nesses genes a alterações comportamentais.

Mesmo assim, há muitas indicações que a diversidade epigenética pode ajudar as espécies invasoras a florescer. Por exemplo, Andrea Liebl, aluna de doutoramento na Universidade do Sul a Florida, estuda os pardais comuns Passer domesticus no Quénia, que, como descendentes de um único grupo, têm muito pouca diversidade genética. Mas quando Liebl analisou os genomas das aves em busca grupos metilo, um marcador epigenético chave, encontrou um nível elevado nas populações.

 

De forma semelhante, a planta invasora Fallopia japonica, Richards descobriu que plantas geneticamente idênticas (trata-se de uma planta que se reproduz assexuadamente) têm diferentes formas de folha e crescem a diferentes alturas, dependendo de onde vivem. Tal como os pardais, estas plantas tinham diversidade epigenética elevada.

Cristina Ledón-Rettig, bióloga molecular na Universidade Estatal da Carolina do Norte em Raleigh, que também ajudou a organizar o simpósio, diz que o mapeamento do nível de modificação epigenética pode revelar “se uma população vai afundar-se ou sobreviver".

Alguns críticos não estão preparados para aceitar as associações entre a epigenética e as espécies invasoras. Jerry Coyne, geneticista evolutivo na Universidade de Chicago, Illinois, diz que o seu sucesso pode ser explicado pelas teorias evolutivas bem estabelecidas. Por vezes uma espécie ocupa um nicho vazio e por vezes uma pequena quantidade de diversidade genética pode ir muito longe. “Não há necessidade de grande variação para evoluir, temos outras razões perfeitamente boas, baseadas em premissas mais sólidas, para o sucesso das espécies invasoras.”

Mas com o custo da sequenciação genética em queda, os organizadores do simpósio prevêem que a investigação sobre a epigenética ecológica deve descolar. Podem surgir vários estudos poderosos que mostrem “de que forma a expressão genética se altera com as modificações do ambiente”, diz Aaron Schrey, geneticista populacional na Universidade Estatal Atlântica Armstrong em Savannah, Georgia.

 

 

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