2013-01-04

Subject: Política é o maior factor de incerteza climática

 

Política é o maior factor de incerteza climática

 

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@ NatureAcção rápida por parte dos políticos é o factor único mais importante na limitação do aquecimento global, descobre uma análise recente. Os custos dos atrasos políticos sobrepõem-se a quaisquer possíveis benefícios de esperar por mais investigação sobre os mecanismos das alterações climáticas.

Os resultados, publicados na última edição da revista Nature, contradizem as alegações de que os governos deveriam adiar acções sobre alterações climáticas até que aumentem as certezas sobre as alterações climáticas. Estes também implicam acelerar a acção pode levar a poupanças significativas.

Joeri Rogelj, analista de políticas climáticas no Instituto Federal de Tecnologia em Zurique, Suíça, avaliou a importância relativa de quatro fontes importantes de incerteza na limitação da subida das temperaturas médias globais: incerteza política relativa à coordenação de política climática global, incerteza científica sobre o grau de aquecimento do planeta em resposta às emissões, incerteza social sobre exigências energéticas futuras e incerteza relativa à disponibilidade das tecnologias de redução de emissões.

Os investigadores comparam as emissões e os custos em mais de 500 cenários e revelaram que o tempo da acção global será o factor que terá o maior impacto sobre se o planeta alcançará uma dada meta climática, como a manutenção da subida da temperatura global a menos de 2°C acima dos níveis pré-industriais. O segundo factor mais importante foi a incerteza científica, seguido das incertezas sociais e tecnológicas.

“A grande descoberta é que a opção de quando fazer alguma coisa influencia o resultado muito mais do que as outras incertezas”, diz Rogelj. O resultado torna as incertezas científicas “quase irrelevantes para a meta dos 2°C” se a acção for atrasada uma ou duas décadas, acrescenta ele.

Escrevendo num artigo da News and Views que acompanhava o estudo, Steve Hatfield-Dodds, analista de economia e política climáticas na Organização de Investigação Científica e Industrial da Commonwealth na Austrália, diz que que as descobertas devem ajudar a clarificar os riscos e consequências de adiar a redução das emissões.

 

Em Dezembro de 2011, líderes de 195 países comprometeram-se a estabelecer até 2015 metas de redução das emissões com início em 2020. Se mantiverem esse rumo, calcula Hatfield-Dodds, haverá uma probabilidade de 56% de manter a subida de temperatura global abaixo dos 2°C. No entanto, atrasar a acção até 2025 reduziria essa probabilidade para 34%. Adiantando as reduções para 2015, pelo contrário, melhoraria as probabilidades para 60%, tudo o resto mantendo-se igual. Este último cenário também tornaria a acção muito mais barata: para ter 60% de probabilidade de sucesso custaria US$60 por tonelada de dióxido de carbono (ou equivalente em outros gases de efeito de estufa) se a acção começar em 2015, comparados com os US$150 por tonelada se acção tiver início apenas em 2020.

A acção para reduzir as emissões de gases de efeito de estufa tem sido lenta, especialmente a nível internacional, diz Richard Howarth, economista ambiental na Dartmouth College de Hanover, New Hampshire. O último estudo “mostra que adiar a acção pode conduzir a custos económicos muito significativos", diz ele, acrescentando que “acção antecipada é a nossa melhor aposta”.

Rogelj diz que a análise da sua equipa é a primeira a integrar as quatro principais fontes de incerteza climática no mesmo quadro mas que as estimativas do artigo deverão ser conservadoras. Uma limitação da análise é que não incorpora plenamente os 'feedbacks' positivos, os factores climáticos que se tornam piores à medida que o planeta aquece, como a quantidade de metano que é libertado do permafrost em degelo.

 

 

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