2012-12-29

Subject: 2012 em revista

 

2012 em revista

 

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Num ano olímpico, a ciência alcançou muitos recordes. Após duas décadas de perfurações, uma equipa de investigadores russos penetraram 3,8 quilómetros de gelo antárctico em Fevereiro e alcançaram o lago Vostok, um enorme corpo de água isolado há milhões de anos. A análise das primeiras amostras não revelou quaisquer sinais de vida, como os investigadores esperavam, no entanto.

O director cinematográfico James Cameron tornou-se a primeira pessoa a mergulhar sozinha até ao ponto mais profunda do planeta, o fundo da fossa das Marianas, a cerca de 11 quilómetros de profundidade. Igualmente excitante mas menos valioso do ponto de vista científico foi o salto de Felix Baumgartner 39 quilómetros sobre o Novo México, quebrando o recorde do salto mais alto que datava de 1960. 

“É a roda, é a roda!", gritaram os cientistas da NASA quando viram as primeiras imagens do seu rover Curiosity na superfície de Marte. Desde que aterrou na cratera Gale em Agosto, a Curiosity tem fornecido imagens espantosas, bem como análises da superfície e atmosfera marcianas mas ainda não encontrou metano ou moléculas orgânicas que possam indiciar a presença de vida. 

O dramático degelo do Verão no Árctico estabeleceu mais um recorde e excedeu as predições dos modelos climáticos, enquanto os Estados Unidos enfrentavam a maior seca desde há meio século. 

Mas para muitos americanos, especialmente na costa leste, a super-tempestade Sandy em Outubro veio personificar a nebulosa ameaça do aquecimento global. A tempestade causou US$50 mil milhões de prejuízos e desencadeou a discussão sobre a necessidade de adaptação aos extremos climáticos cada vez mais frequentes. As conversações das Nações Unidas sobre as alterações climáticas foram abafadas pelas preocupações económicas, tanto na Cimeira da Terra no Rio de Janeiro, como em Doha, apesar de os delegados terem acordado em prolongar um enfraquecido Protocolo de Kyoto até 2020. 

Os países, individualmente, fizeram um pouco mais. O México criou limites vinculativos às emissões de gases de efeito de estufa e no Brasil a taxa de desflorestação amazónica caiu para um mínimo histórico, ainda que em Outubro tenha sido aprovada uma controversa lei que pode enfraquecer a protecção da floresta.

A Austrália revelou planos para a criação da maior rede de reservas marinhas do mundo mas as propostas para a protecção internacional das águas antárcticas foram recusadas. Nas Galápagos, a morte do icónico George Solitário, a última tartaruga gigante da sua subespécie, chamou a atenção para as espécies ameaçadas de todo o mundo.

Cientistas de todo o mundo reagiram com descrença à sentença de um tribunal italiano de seis anos de cadeia para um grupo de peritos, por alegadamente desvalorizar o risco sísmico antes do devastador terramoto de L’Aquila em2009. 

Pouco mais de 1% das cerca de 3 mil milhões de bases do genoma humano, apenas 20 mil genes, são codificantes mas largas regiões não codificantes desempenham um papel vital, afectando a forma como o genoma é regulado e lido nos diferentes tipos de células. 

 

Ao nível celular, a flexibilidade das células estaminais continua a surpreender. Investigadores americanos descobriram células estaminais nos ovários que parecem capazes de produzir óvulos, contradizendo o dogma de que as mulheres nascem com o fornecimento para a vida de células sexuais. Investigadores japoneses também demonstraram ser capazes de induzir células estaminais de rato a transformar-se em óvulos viáveis, que foram fertilizados e implantados, originando descendência viável.

Dois artigos sobre o altamente patogénico vírus da gripe das aves H5N1 e a forma como se transmitia entre mamíferos desencadeou grande polémica internacional pois alguns temem que a disseminação da receita para um H5N1 transmissível entre mamíferos ajude actos de terrorismo ou provoque a sua libertação acidental. 

À medida que os países mais ricos cortam na despesa pública, também os fundos para investigação foram cortados, ainda que subsistam excepções. As conversações sobre o orçamento europeu de 2014–20, incluindo a proposta de €80 mil milhões destinados à investigação no âmbito do programa Horizonte 2020, falharam e só recomeçarão em 2013. 

Mas também há algumas boas notícias sobre financiamento: o governo chinês aumentou o orçamento para a ciência em 12,5%, a França em 2,2% apesar da austeridade e a Alemanha vai canalizar mais fundos para as universidades. 

 

 

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