2012-12-20

Subject: Bem-estar humano pode fortalecer a conservação

 

Bem-estar humano pode fortalecer a conservação

 

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@ BBCAs crescentes evidências que associam os espaços verdes ao bem-estar humano podem ajudar a fortalecer o caso a favor da conservação, revela um novo estudo.

Ken Norris, da Universidade de Reading, refere que os espaços verdes melhoram o bem-estar, o que significa que "também podem ser associados à nossa saúde".

Os ecologistas precisam de fazer mais quando se trata de convencer as pessoas sobre a importância da conservação, acrescentou ele durante a sua apresentação no encontro anual da Sociedade Britânica de Ecologia.

Norris, co-autor da Avaliação Nacional dos Ecossistemas do Reino Unido, considerou necessário que os próprios cientistas escrutinem cuidadosamente o seu trabalho: "É muito raro colocarmos a nós próprios questões difíceis, como 'por que razão estamos a fazer isto?'"

Segundo ele, é preciso reforçar os argumentos usados pelos ecologistas para justificar a importância do seu trabalho. Na sua opinião, deve-se favorecer o quadro que une o conceito de serviços prestados pelos ecossistemas (que atribui um valor nas funções dos ecossistemas, como redução da poluição ou purificação da água) e os custos económicos da degradação da biodiversidade de uma dada zona. 

Outro orador, Dave Stone, da organização Natural England, salientou que as ligações entre o ambiente e a saúde humana estão a começar a surgir em maior número de documentos políticos de alto nível, como o Livro Branco do Ambiente Natural, mas questionou-se sobre se ao nível populacional e não apenas ao individual, a biodiversidade e os ecossistemas funcionais seriam também importantes para a saúde.

Focando-se nos ambientes urbanos, pois mais de 50% dos humanos no planeta vivem actualmente em cidades e vilas, ele considerou duas questões cruciais: a qualidade do ar e o calor excessivo. "A maioria das pessoas estão conscientes de que tanto a qualidade do ar, como o calor excessivo têm implicações na saúde pública", disse Stone.

Apresentando números oficiais, referiu que 20 mil mortes na União Europeia tinham sido atribuídas ao nível de poluição por ozono troposférico e o calor excessivo durante a canícula francesa de 2003 reclamou 15 mil vidas: "Estes efeitos são muito reais e custaram milhares de vidas, logo qual é o papel dos potenciais serviços dos ecossistemas?", perguntou ele.

Olhando apenas para o que apelidou serviços "intra-urbanos" dos ecossistemas, referiu que era sabido que o arvoredo citadino reduziam a concentração de partículas e "áreas urbanas com vegetação têm temperaturas mais baixas".

Becca Lovell, do Centro Europeu de Saúde Humana e Ambiental (ECEHH), referiu a importância da partilha de experiências e opiniões nesta conferência: "Há muita investigação relacionada com espaços verdes e a saúde humana mas não sabemos que tipo de espaço verde se trata, se será um campo de golfe, uma floresta ou uma zona costeira. Também não se sabe o estado do espaço verde, se está degradado ou tem alta biodiversidade, bem como se isso será importante para a saúde e bem-estar das pessoas."

 

Ainda que vão surgindo exemplos de médicos de família que recomendam passeios e caminhadas, Lovell explica que há necessidade de dados mais robustos e mais generalizados para que o tema seja adoptado.

"Apesar de ser uma intervenção de baixo custo e poder ter bons resultados, não me parece que a força das evidências já esteja presente para a justificar perante a comunidade médica, que precisa de fortes evidências que revelem custos/benefícios."

Um projecto das Universidades de Manchester Metropolitan e Chester analisou citações de evidências publicadas sobre a biodiversidade e a saúde humana, tendo descoberto que, nos últimos 40 anos, tinham sido publicados 173 artigos em 104 revistas diferentes.

"Perguntamo-nos que disciplina é esta", explica o seu co-autor Konstantinos Tzoulas, da Universidade Manchester Metropolitan. "São ecologistas a olhar para o sector da saúde ou é o sector da saúde a olhar para a ecologia? É essa a razão do estudo, quem está a produzir as evidências e quem as lê."

A equipa descobriu que o tema está a ser investigado por pelo menos 30 disciplinas científicas, incluído saúde, psicologia, arquitectura, silvicultura e ecologia. Por isso, observa Tzoulas, os resultados indicam que o conhecimento está difuso entre as disciplinas.

Lovell conclui: "Há certamente interesse ao mais alto nível e está a chegar à política. As evidências existem mas ainda não estão bem ao nível necessário para convencer as mentes clínicas."

 

 

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