2012-12-17

Subject: Crimes contra vida selvagem são grave ameaça à segurança nacional

 

Crimes contra vida selvagem são grave ameaça à segurança nacional

 

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Tiger cub

O comércio ilegal de vida selvagem movimenta globalmente US$19 mil milhões por ano e está a ameaçar a estabilidade de alguns governos, revelou um novo estudo realizado pelo WWF, onde se salienta a nova vaga de crime organizado contra a vida selvagem que opera internacionalmente. Segundo os investigadores, os fundos resultantes do tráfico de vida selvagem está a ser usado para financiar guerras civis.

O estudo surge no momento em que funcionários governamentais da Malásia apreenderam cerca de 20 toneladas de marfim, uma das maiores apreensões alguma vez realizadas.

Segundo Jim Leape, director-geral do WWF, o relatório sublinha o facto de o crime contra a vida selvagem ter escalado drasticamente na última década e ser actualmente uma ameaça maior do que nunca. "Está em jogo muito mais do que a vida selvagem, esta crise está a ameaçar a própria estabilidade de governos. Tornou-se uma profunda ameaça à segurança nacional de muitos países."

Grupos de rebeldes em África estão a fazer muito dinheiro à custa da procura de elefantes, tigres e rinocerontes, que depois usam para financiar guerras civis, diz John Scanlon, secretário-geral da CITES, a organização que governa o comércio internacional de espécies ameaçadas.

"Já este ano assistimos a grupos rebeldes vindos do Chade do Sudão a entrarem no nordeste dos Camarões e chacinarem 450 elefantes, donde retiraram o marfim com o objectivo de o vender e comprar armas para os seus conflitos locais", recorda ele. Segundo Scanlon, ocorreram situações semelhantes na República Democrática do Congo.

Esta visão é partilhada por Christian Glass, porta-voz do Ministério Federal Alemão para o Desenvolvimento e Cooperação Económica: "A nova vaga de crime organizado de comércio de vida selvagem é formada por grupos de caçadores furtivos fortemente armados e que actuam de forma transfronteiriça, está a colocar em risco os sucessos de conservação que tivemos no passado."

O relatório sugere que a venda ilícita de animais e plantas é o quarto maior comércio ilegal, logo após os narcóticos, contrafacção de produtos e moeda e tráfico de pessoas.

Segundo o estudo, dois factores estão a estimular o crescimento deste comércio. O primeiro é a ausência de aplicação da lei credível e outros factores dissuasores que reduzem o risco para os grupos criminosos organizados. O segundo é o aumento da acessibilidade dos produtos ilegais através da internet.

Mesmo antes de o relatório ter sido apresentado, funcionários alfandegários malaios anunciaram uma enorme apreensão de marfim. Segundo os relatórios da TRAFFIC, o carregamento destinava-se à China e provinha do Togo, constando de 1500 presas de elefante. Foi descoberto em caixotes de madeira deliberadamente concebidos para parecerem pilhas de madeira cortada.

 

Segundo Will Travers, da Fundação Born Free, cerca de 30 mil elefantes estão a ser mortos por ano para alimentar a procura de marfim, procura conduzida essencialmente pela China. "Nenhuma zona de África é agora segura. Por todo o continente, e pela primeira vez, o número de carcaças registadas em resultado da caça furtiva excede o número de animais que morrem de causas naturais. O comércio sangrento de marfim atingiu novos níveis de destruição e depravação em 2012."

A apreensão de tantas presas de elefante de uma só vez é uma rara boa notícia para os envolvidos na luta contra o tráfico de vida selvagem.

Uma maior cooperação internacional é urgente, segundo o relatório do WWF, pois é a melhor utilização das técnicas de espionagem e investigação mas também terá que existir uma resposta mais dura por parte das autoridades nos países mais afectados, refere John Scanlon.

"Precisamos de colocar no terreno a polícia e em grande número de casos temos mesmo que colocar os militares no terreno", diz ele, acrescentando que o exército está agora a ser utilizado para combater o comércio ilegal de espécies ameaçadas em cinco países africanos.

O relatório baseou-se em consultas e entrevistas com representantes de mais de 110 governos e organizações internacionais.

 

 

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