2012-12-10

Subject: Conferência climática da ONU chega a acordo

 

Conferência climática da ONU chega a acordo

 

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@ BBCAs conversações climáticas das Nações Unidas em Doha chegaram ao fim com uma alteração histórica de princípio mas poucos cortes genuínos nas emissões de gases de efeito de estufa.

A cimeira estabeleceu pela primeira vez que os países ricos devem compensar os países pobres pelas perdas devidas às alterações climáticas, algo que os países em desenvolvimento viram como um progresso mas ainda condenam o fosso entre a ciência climática e as tentativas políticas para lidar com elas.

O acordo, assinado por perto de 200 países, prolonga até 2020 o Protocolo de Kyoto e é o único plano legalmente vinculativo de combate ao aquecimento global.

O acordo une Europa e Austrália, responsáveis por menos de 15% das emissões de gases de efeito de estufa globais e encoraja os países ricos a mobilizar pelo menos US$10 mil milhões por ano, até 2020, para a ajuda aos mais desfavorecidos, momento em que o novo tratado global sobre o clima deverá entrar em vigor.

Houve drama de últimos minutos nas conversações quando a Rússia, Ucrânia e Bielorrússia acharam que deviam ter autorização para obter créditos extra devido aos cortes nas emissões que tinham realizado quando as suas indústrias entraram em colapso. Depois de um longo atraso, o presidente da mesa perdeu a paciência e recomeçou a agenda tão rapidamente que não houve mais possibilidade de objecções.

Os grandes jogadores, Estados Unidos, União Europeia e China, aceitaram o acordo com diferentes graus de reserva mas os representantes das pequenas ilhas-nação em risco grave devido às alterações climáticas foram eloquentes: "Achamos este pacote muito deficiente em termos de mitigação e finanças. Provavelmente vai-nos manter na trajectória de subida das temperaturas globais de 3, 4 ou 5ºC, mesmo apesar de termos acordado que se devia manter a subida máxima a 1,5ºC para garantir a sobrevivência das ilhas."

As ilhas-nação aceitaram o acordo porque para eles é melhor que nada. Outros diplomatas apontam a imensa complexidade do processo da ONU, que está a tentar afastar-se do antigo Protocolo de Kyoto em direcção a uma nova fase que vincule tanto países ricos, como pobres na tarefa de lidar com as alterações climáticas.

O proposto novo mecanismo de Perdas e Danos é dado como um exemplo do sucesso do processo diplomático: até agora os mais ricos tinham concordado em ajudar os mais pobres a obter energias limpas e a adaptar-se às alterações climáticas mas não aceitavam a responsabilidade pelos danos causados pelas alterações climáticas noutros locais mas em Doha acordou-se nesse princípio.

 

Os Estados Unidos estavam decididos a que esta medida fosse bloqueada e a União Europeia quase a vetou, mas ambos acabaram por assinar. A chave do acordo americano foi a colocação do mecanismo das Perdas e Danos ao abrigo de um processo existente que promete mobilizar US$100 mil milhões por ano para ajudar os mais pobres a adaptar-se às alterações climáticas. 

Ronny Jumea, das Seychelles, referiu que a discussão das compensações não seria necessária se os cortes nas emissões tivessem sido feitos atempadamente. "Estamos para além da mitigação e da adaptação, chegámos à era das perdas e danos. O que vem a seguir? Destruição?"

Os Estados Unidos estiveram debaixo de fogo pelas finanças e pela falha em cortas de forma mais agressiva as suas emissões, tal como a União Europeia que tinha prometido aumentar os seus cortes de 20%, onde chega facilmente, para 30%, ainda que os cientistas digam que devam ser 40%.

A União Europeia foi puxada para baixo pela Polónia, que insiste no seu direito a queimar as enormes reservas de carvão. Varsóvia vinha-se recusando a assinar um prolongamento de Kyoto até que lhe fosse assegurado pela UE que receberia um tratamento mais flexível nos cortes de emissões.

O objectivo principal da conferência de duas semanas foi desembrulhar o emaranhado diplomático de acordos climáticos dos últimos 15 anos. A grande maioria concorda que foi feita uma boa limpeza para ajudar as Nações Unidas a passar à fase seguinte, que tenciona alcançar um acordo vinculativo global. Houve discussões preliminares sobre o tema e rapidamente se concluiu que esta será uma tarefa monumentalmente difícil.

As conversações foram presididas por Abdullah bin Hamad al-Attiyah, antigo líder co cartel petrolífero OPEC, que foi largamente criticado pelo seu estilo descontraído até ao momento em que esmagou a revolta russa. Aí assistiu-se ao inesperado espectáculo de ambientalistas a aplaudirem-no de pé.

 

 

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