2012-11-28

Subject: Um planeta 4ºC mais quente seria devastador mas pode ser evitado

 

Um planeta 4ºC mais quente seria devastador mas pode ser evitado

 

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Sem mais acção para reduzir as emissões globais de gases de efeito de estufa, o planeta poderá ficar até 4°C mais quente em 2060, ameaçando o mundo com devastadoras faltas de alimentos, eventos climáticos extremos e subida do nível do mar, alerta o Banco Mundial num novo relatório sobre alterações climáticas intitulado Turn Down the Heat: Why a 4°C Warmer World Must be Avoided.  

Este é o primeiro relatório climático publicado sob a liderança do novo presidente do Banco Mundial Jim Yong Kim, assinalando uma abordagem mais agressiva das alterações climáticas.

O relatório, que se foca nos impactos de um planeta 4°C mais quente no final do século, prevê que o nível do mar suba mais de um metro até 2100, inundando cidades em Moçambique, Bangladesh e Venezuela e devastando as pequenas ilhas-nação e regiões dos grandes deltas fluviais, quando combinada com o previsto aumento da intensidade das tempestades tropicais.

Alterações no ciclo da água, como as previstas secas e precipitação extrema, devem duplicar de magnitude num mundo 4°C mais quente, danificando os ecossistemas, acelerando a extinção de espécies e provocando perigosos abalos na segurança alimentar.

“Este relatório devia ser um sinal para o mundo de que temos que trabalhar mais e mais depressa para combater as alterações climáticas”, diz Durwood Zaelke, presidente do Instituto de Governança e Desenvolvimento Sustentado. “São necessários cortes rápidos nas emissões de dióxido de carbono para estabilizar as temperaturas a longo prazo mas, a curto prazo, lidar de forma agressiva com os chamados poluentes climáticos de curta duração (PCCD), como o carbono negro, metano, ozono troposférico e HFC, pode trazer benefícios climáticos, de saúde e de alimentação rápidos, particularmente em zonas críticas vulneráveis que já estão a sofrer alguns dos piores impactos das alterações climáticas."

Cortar os PCCD pode reduzir a taxa de aquecimento global a metade para as próximas décadas, ao reduzir pelo menos para metade a taxa de aquecimento nas regiões elevadas do planalto Tibetano e a do Árctico em cerca de dois terços nos próximos 30 anos, ao mesmo tempo que salvaria milhões de vidas por ano e pouparia milhares de milhões de dólares em perdas agrícolas.

Estratégias de acção rápida para reduzir os PCCD combinadas com as necessárias reduções de dióxido de carbono são essenciais para abrandar os já cada vez mais frequentes eventos climáticos extremos a curto prazo, ao mesmo tempo que manteriam a temperatura global abaixo dos 2°C acima dos níveis pré-industriais no final do século.

“Reduzir as emissões destes alteradores do clima de curta duração é crítico para a protecção dos povos e ecossistemas mais vulneráveis do mundo”, diz Zaelke.  “Quando falamos de desenvolvimento sustentável, é precisamente isto que queremos dizer. Estas medidas reduzem as alterações climáticas, salvam vidas, fornecem acesso a energias limpas e melhoram a segurança alimentar, tudo em um.”

 

Emissões globais de gases de efeito de estufa crescem a ritmo alarmante

 

As emissões globais de gases de efeito de estufa estão a caminhar na direcção errada se queremos alcançar o objectivo global de estabilizar as temperaturas em ou abaixo de 2°C acima dos níveis pré-industriais no final do século, refere a terceira edição do Emissions Gap Report da UNEP, desenvolvido por 55 cientistas de 22 países.

Segundo o relatório, se todos os países mantiverem os compromissos voluntários que já fizeram, em 2020 as emissões de gases de efeito de estufa serão pelo menos 8 mil milhões de toneladas por ano mais elevadas do que o máximo permitido para que se alcance a meta dos 2°C.

“O mundo quebrou o limite de velocidade em relação às emissões de dióxido de carbono e (em vez de abrandar) na realidade carregou ainda mais no acelerador”, referiu o director executivo da UNEP Achim Steiner, no discurso de lançamento do relatório. No entanto, “continua exequível a meta do cenário dos 2°C”. Segundo o relatório, existem reduções potenciais disponíveis em sete sectores económicos capazes de produzir 17 mil milhões de toneladas de reduções de emissões de equivalentes de dióxido de carbono até 2020, mais do que suficiente para cobrir o desfasamento actual.

“Este relatório dá um panorama sombrio dos desafios que nos esperam”, afirmou Durwood Zaelke, presidente do Instituto de Governança e Desenvolvimento Sustentado. “Mas também mostra que ainda há esperança de evitarmos os piores impactos climáticos e aponta caminhos para reduções rápidas de emissões.”

As reduções rápidas de PCCD podem ser alcançadas com a tecnologia, políticas e instituições existentes. Para o carbono negro e metano inclui o aumento da utilização de filtros de partículas do diesel, substituição de fogões e combustíveis e o controlo das emissões da produção e transporte de petróleo e gás. Para os HFC, as reduções podem ser alcançadas através do seu abandono faseado a nível global pelo Protocolo de Montreal.

“Combinando estratégias de acção rápida para reduzir os PCCD com as mais complicadas mas exequíveis reduções de dióxido de carbono podemos ainda reduzir os impactos climáticos a curto prazo e dar ao mundo uma melhor probabilidade de manter a temperatura global abaixo dos 2°C acima dos níveis pré-industriais antes do fim do século”, diz Zaelke.

 

 

Saber mais:

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