2012-11-03

Subject: Desapontamento com falhanço de apelos a protecção do antárctico 

 

Desapontamento com falhanço de apelos a protecção do antárctico 

 

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@ Andy Rouse/naturepl.com

As propostas para a protecção de milhares de quilómetros quadrados das intocadas águas antárcticas foram derrubadas, desferindo um profundo golpe nos planos de conservação.

Reunidos esta semana em Hobart, Austrália, os 25 membros da Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos do Antárctico (CCAMLR, pronunicado ‘cam-lar') não alcançaram o necessário consenso sobre os planos para a criação de três vastas áreas de protecção marinha nas águas em redor da Antárctica. 

As reservas pretendiam estabelecer proibições de pesca e preservar regiões como áreas de referência para os cientistas estudarem os impactos das alterações climáticas nos frágeis ecossistemas polares (veja Oceano Antárctico em risco).

Steve Campbell, director de campanha da Antarctic Ocean Alliance, uma coligação de organizações conservacionistas, refere que os que estavam a tentar forçar a protecção ficaram “profundamente desapontados": “A CCAMLR perdeu uma oportunidade de criar estas enormes e tão importantes áreas de protecção marinha, pelo que a sua credibilidade está em risco."

A comissão tem, de modo geral, uma boa reputação entre os investigadores pela sua abordagem à conservação e gestão de recursos nos mares em redor da Antárctica. Antes deste seu encontro anual, que terminou a 1 de Novembro, vários observadores sugeriram que dar o passo em frente na criação destas reservas marinhas sobre objectivos já acordados seria um teste crucial para a comissão.

Mas o encontro da CCAMLR terminou sem que o exigido acordo por unanimidade para o estabelecimento das reservas propostas. Os conselheiros científicos da comissão já tinham anteriormente aprovado todas as propostas mas foram todas afundadas pelas discordâncias relativas a dimensão das zonas e durante quanto tempo seriam implementadas.

Numa atitude rara, a comissão chegou a acordo para a realização de um encontro intermédio, situação que ocorre apenas pela segunda vez na sua existência, que decorrerá em Julho na Alemanha, diz Campbell. Este encontro será outra oportunidade para discutir as propostas de reservas marinhas, que ficariam de outra forma em ponto morto até ao próximo encontro anual.

 

Alex Rogers, biólogo conservacionista na Universidade de Oxford, Reino Unido, diz que apesar de estar “muito, muito desapontado" pelo falhanço dos comissários em aprovar as zonas protegidas, não ficou verdadeiramente surpreendido. Rogers diz que os debates na CCAMLR são indicadores de um mais vasta “dicotomia global" relativa à forma como os estados abordam os recursos marinhos, com alguns países a ter uma abordagem de conservação e gestão e outros mais focados no potencial de exploração desses mesmos recursos.

Que se tenha acordado na realização do encontro em Julho foi um bom sinal, diz Rogers. Mas ele também alerta para o facto de “o tempo se estar a esgotar para estas questões, se a protecção não for implementada no 'terreno' agora, a exploração destes ecossistemas vai aumentar e qualquer atraso é um problema muito sério".

A CCAMLR considerou propostas para o estabelecimento de reservas marinhas em três zonas diferentes: em volta do Mar de Ross, em redor da Antárctica oriental e em zonas expostas pelo colapso da cobertura de gelo perto da Península Antárctica. A zona do Mar de Ross é particularmente polémica devido ao enorme aumento do esforço de pesca na região. As propostas rivais da Nova Zelândia e dos Estados Unidos para reservas ligeiramente diferentes foram combinadas no início do encontro, aumentando as esperanças de que se chegaria a um acordo.

A comissão já tinha anteriormente estabelecido uma grande área protegida em volta das ilhas South Orkney e Campbell considera que ainda há esperança que as próximas três propostas possam ser implementadas em Julho. Actualmente, diz ele, “a CCAMLR é a única instituição capaz de o fazer".

 

 

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